Por Claudia Valls
O governo chinês continua banindo o acesso às redes Facebook, Google+ e Twitter. Apesar do Google tentar renovar seus esforços de expansão na China e do sucesso de microblogs locais (que imitam o Twitter), tudo leva a crer que, se alguma grande rede social conseguirá se firmar em território chinês, esta será o Facebook.
Um programa piloto de controle da web, atualmente executado em cinco cidades, que torna obrigatório que os microbloggers se registrem com seus nomes reais (apelidos são proibidos) para que possam publicar seus posts, deve ser expandido a outras provÃncias chinesas. Conhecidos como sites Weibo, estes arremedos de Twitter são acessados por mais de 250 milhões de usuários e são vistos como possÃveis ameaças à polÃtica oficial da China.
‘Microblogs podem refletir a situação social e a opinião pública. Entretanto, também podem disseminar vozes irracionais, opiniões públicas negativas e informações perigosas”, diz Wang Chen, Ministro encarregado do State Council Information Office. Os sites Weibo são, freqüentemente, fonte de informações sobre eventuais derrapadas do governo chinês.
A China não informou quando ou se abrirá sua internet à s redes sociais americanas, mas tudo indica que, caso isto aconteça, o Facebook seria a social network escolhida. Por que? Bem, o Twitter é conhecido por permitir que seus usuários sejam registrados anonimamente e o Google+ foi banido do paÃs um dia depois de seu lançamento. Já o FB tem regras que obrigam que seus usuários registrem seus nomes verdadeiros. Além disto, Mark Zuckerberg está planejando uma nova viagem à China – a primeira foi em 2010. Não deve se tratar de simples turismo, não?
Apesar das rÃgidas leis que regulam/censuram o discurso na web, que proÃbe que os internautas digam qualquer coisa que seja contrária à polÃtica oficial partidária, não podemos esquecer que a China é a segunda maior economia do mundo e, consequentemente, um mercado e tanto para as empresas de tecnologia americanas. Como bem declarou a COO (chief operating officer) do Facebook, Sheryl Sandberg, “é impossÃvel pensar em se conectar com o mundo inteiro e deixar a China de fora”.