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February 03

Ajuda a desatres 2.0

Escrito por: admin

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Por Cláudia Valls

FLAG_haiti e redes sociais

Como todos sabem, no último dia 13, o Haiti foi devastado por um terremoto de grande magnitude. O que talvez poucas pessoas tenham prestado atenção foi na importância do uso das redes sociais, em especial o Twitter, como ferramenta para informar o resto do mundo sobre os danos e a dimensão da destruição. A importância das mídias sociais poucas vezes é avaliada em termos humanísticos, pois os enfoques das pesquisas a seu respeito se concentra, quase exclusivamente, no marketing digital.

Poucos segundos depois da catástrofe, sobreviventes já postavam as primeiras fotos via Twitpic, Facebook ou Flickr. Videos também começaram a aparecer no YouTube. No dia seguinte ao desastre, os tópicos mais acessados no Twitter eram “Yele” (para Yéle Haiti, uma organização fundados pelo músico Wyclef Jean, “Red Cross,” “Help Haiti,” “Port au Prince” and “90999.” De acordo com Evan Williams, fundador do microblog, 14 de janeiro deste ano foi o dia de maior movimento do Twitter. Celebridades com perfis no microblog, como Ashton Kutcher, 4.34 milhões de seguidores, logo pediram aos seus followers para que atentassem para a gravidade da situação em que o país passava e pediam donativos e retuitassem as notícias e apelos de ajuda. Outras redes sociais seguiram pelo mesmo caminho e a Cruz Vermelha (Red Cross) utilizou uma multi-plataforma para ajudar o esforço de angariar fundos e viabilizou um número comum para que todos com celulares pudessem fazer suas doações vias SMS (bastava escrever HAITTI para o número 90999 e U$ 10,00 são descontados da sua conta). Ou seja, ajuda via móbile, nos moldes de móbile marketing.
Os inúmeros tweets são parte importante dos esforços de ajuda ao país devastado. Outras mídias logo se juntaram ao Twitter e fizeram o mesmo – conseguir o máximo de apoio e donativos através de seus membros. YouTube, Facebook e MySpace e blogs pessoais logo espalhavam as notícias e explicavam as diversas maneiras de se ajudar o povo haitiano. A Companhia American Airlines, por exemplo, já coletou mais de U$800.00,000, via redes.
Outro benefício “colateral” foi a possibilidade de internautas que possuíam parentes e/ou amigos no país à época do terremoto, pudessem usar as redes sociais para se comunicar com os que permaneceram no país, pois as linhas telefônicas (incluindo-se aí os celulares) estavam fora de operação. Em uma matéria do jornal Tampa Bay online, Tammy Combs, uma usuária do  Facebook, conta como tem mantido contato com a família, que havia viajado a passeio, através da página de relacionamentos. Ele define a internet como suas “linhas de vida” (lifelines). Tom Foley, Chefe Executivo do escritório da Cruz Vermelha da Pennsylvania, disse que boa parte da ajuda que a entidade recebe vem do Twitter, Facebook e do blog da própria Cruz Vermenlha.

Com a evolução da internet, as mídias sociais, cada vez mais populares, estão ajudando a aumentar o alcance de organizações de ajuda e vem conquistando um papel crucial na resposta positiva e intensa das pessoas sentadas em suas casas. O mesmo já havia acontecido à época dos protestos no Irã e quando do tsunami que varreu a costa do Oceano Índico. Especialistas acreditam que as redes passaram de meras coadjuvantes para o papel principal.


Neste video, da Rede CBS News, jornalistas e voluntários comentam a importância das redes sociais para seus respectivos trabalhos.

Fontes:Dallas News, Movieviral.com, hufftonpost.com e philly.com

Arquivos em: Mobile Marketing* Social Media

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