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Por Cláudia Valls

A Microsoft e a Yahoo receberam o sinal verde para unirem suas forças e formarem um mecanismo de busca que pretende promover mais escolhas, maiores valores e uma grande inovação tanto para os usuários quanto para os publicitários e anunciantes. As empresas dependiam da aprovação do Departamento de Justiça Americano, no que tange a legislação antitrust e da Comissão Européia, que aprovaram a junção sem restrições.
A aliança, anunciada no último verão (do hemisfério norte), tem como objetivo cortar custos e aumentar a receita de ambas companhias, que lutam para abocanhar uma fatia do mercado do gigante Google, que mantém aproximadamente 70% do mercado norte-americano, o que significa bilhões de dólares em links patrocinados. Juntas, as empresas controlam os 30% restantes e brigam para invadir a aparente liderança do Google. O acordo prevê que o Bing fornecerá os links para cada busca do Yahoo, liberando esta das despesas de funcionamento da enorme “web spidering” e da indexação de centros de computação. Em troca, a Yahoo assumirá os esforços de busca de publicidade para a Microsoft e pagará uma fatia da receita de anúncios de busca da própria Yahoo para a Microsoft.
O império da Yahoo começou a minguar nos últimos anos, e seu mecanismo de busca foi sendo cada vez menos utilizado. A Microsoft, então, tentou comprar a rival por U$ 45 bilhões, mas o CEO e fundador da Yahoo, Jerry Yang, rejeitou a oferta. Os esforços de conseguir um “search engine” eficiente se mostravam infrutíferos até que a empresa de Bill Gates lançou o Bing, em julho passado, que provou ser um concorrente robusto e inovador. Agora, a plataforma de anúncios combinados pode significar dinheiro real para ambas as empresas, uma vez que permite colocar anúncios publicitários nas duas redes, tornando-os mais atraentes para os anunciantes que podem gerir uma campanha publicitária em uma nova plataforma (além de outra no Google, claro).
As companhias disseram que planejam concluir a integração até o final do ano, pelo menos nos Estados Unidos. Eles planejam conquistar anunciantes e editores americanos antes da temporada de férias de 2010, apesar de que, talvez, tenham que esperar até 2011. Todos os clientes e parceiros do mundo inteiro passarão pela transição até o início de 2012, disseram representantes das duas corporações.
Fontes:InformationWeek.com, wired.com, cnet.com e BusinessWeek.com
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