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February 24
Escrito por: admin
0 comentário(s)Por Cláudia Valls

Os voluntários que participaram do quarto estudo “Future of Internet” (895 pessoas, sendo 371 experts e 524 usuários indicados por esses experts), conduzido pela Pew Internet & American Life e pela Imagining the Internet Center, pertencente a Elon University, responderam à seguinte pergunta: “Is Google making us stupid?” (O Google está nos tornando burros?).
A investigação foi motivada pelo artigo escrito pelo Analista de Tecnologia Nicholas Carr e que foi capa da revista Atlantic Monthly, em julho de 2008. Em sua crônica, Carr dizia, entre outras coisas, que não pensava mais do mesmo jeito de antes do advento da internet porque passou a ler superficialmente várias matérias publicadas na web. Anteriormente, ele era um leitor mais atento ao conteúdo das obras e se aprofundava nas questões que essas levantavam.
“O tipo de leitura profunda que uma sequência de páginas impressas promove não é importante apenas para o conhecimento que adquirimos a partir da escrita do autor, mas sim para as vibrações intelectuais que aquelas palavras introduziram em nossas próprias mentes”, escreveu Carr.
Em contraponto, Jamais Cascio, um afiliado do “Institute for the Future” (Instituto para o Futuro) e professor sênior no Institute for Ethics and Emerging Technologies, escreveu outro artigo para a mesma revista em que indagava se o Google estava nos tornando mais inteligentes. Ele alegava que, enquanto a proliferação de novas tecnologias e mídias pode constituir um desafio à capacidade de concentração dos indivíduos, há evidências de que “estamos desenvolvendo uma inteligência fluida, uma habilidade de encontrar significado em meio ao caos e resolver novos problemas, independente do conhecimento adquirido” E completou que espera que os tecnólogos produzam ferramentas que ajudem às pessoas a acharem e acessarem informações de forma mais inteligente.
O estudo indicou que 76% do total de todos os entrevistados e 81% dos experts crêem que o Google nos torna mais inteligentes. A inteligência será reforçada com a facilidade de acesso à informação e tornarão as pessoas mais espertas e farão escolhas melhores. Mesmo com resultados tão eloqüentes, Nicholas Carr afirmou que continua a pensar da mesma forma. Em contrapartida, Hal Varian, economista-chefe da Google declarou: “O Google vai tornar-nos mais informados. A pessoa mais inteligente do mundo pode muito bem estar atrás de um arado na China ou na Índia. Fornecer acesso universal à informação permitirá que essas pessoas atinjam seu pleno potencial, proporcionando benefícios para todo o mundo.”
Fontes: idgnow! e
PewResearchCenter
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