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Por Cláudia Valls

Há duas semanas, a Apple retirou da sua App Store mais de 5.000 aplicativos de conteúdo sensual ou erótico oferecidos aos usuários de iPhones, Ipods Touch e Ipads. De acordo com a assessora de imprensa da companhia, Trudy Muller, a nova política da empresa corresponde às inúmeras reclamações recebidas por parte de usuários que se sentiram ofendidos com o material contido em vários apps – mulheres que achavam as imagens femininas degradantes e pais que se preocupam com o que seus filhos tinham acesso.
Não é se espantar que a corporação tenha se rendido às pressões de seus consumidores em um país onde um esportista tem de vir a público se desculpar por seus casos extra-conjugais. Sexo, erotismo e pornografia sempre foram um problema nos Estados Unidos.
Em junho passado, a Apple instalou um “parental control”, em que indicava o grau de erotismo dos aplicativos. Mas o volume desses apps era tão grande (mais de 5% dos estimados 140 mil aplicativos disponíveis para download) que a medida não foi suficiente. As novas normas proíbem imagens de mulheres de biquíni ou lingerie, imagens de homens de sunga ou similar, silhuetas que indiquem que o aplicativo contém material erótico, qualquer tipo de conotação sexual, material que possam provocar excitação sexual e exibição de pele(?).
Entre as “vítimas” removidas do menu da App Store estão o SlideHer, um quebra-cabeça onde o usuário é desafiado a montar a foto de uma atriz em trajes sumários. Outra foi a Sexy Scratch Off, mostra uma mulher cujo vestido poderia ser “apagado” passando-se o dedo na tela, revelando sua lingerie. Tais programas sempre apareceram como os mais baixados. Muitas empresas desenvolvedoras de tais aplicativos reclamam das “decisões arbitrárias” da Apple. Fred Clarke, co-presidente da companhia On The Go Girls, dona da Scratch Off, declarou que todos os seus 50 aplicativos foram removidos da App Store. Clarke argumenta que sua empresa faturava milhares com os downloads e que, agora, estão sem receber nada. Uma saída para seu caso seria, em sua opinião, continuar a desenvolver seus apps para outras plataformas, como a Android, da Google.

Curiosamente, os aplicativos da Playboy e da Sports Illustrated passaram pelo crivo censor da empresa de Steve Jobs e escaparam do expurgo. A explicação veio de Phill Schiller, vice-presidente da Apple:
“A diferença é que são empresas conhecidas com material publicado em formato de grande aceitação”.
Fontes: nytimes.com, Afterdawn.com, PC World e G1.com
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