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March 08

World Mobile Congress 2010: novidades, tendências e preocupações

Escrito por: admin

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Por Cláudia Valls

A edição do World Mobile Congress de 2010, em Barcelona, organizada pela GSM Association (Global System for Mobile), contou com quase 50 mil visitantes oriundos de 200 países. O congresso, além de mostrar o que há de mais moderno em matéria de smartphones, também discutiu o faturamento de todos os negócios relacionados à telefonia móvel e as expectativas futuras do mercado.
Alguns dados dão a dimensão do mercado de telefonia móvel mundial:

• O gasto com equipamentos e serviços ultrapassou U$ 1 trilhão pela primeira vez em 2009. Toda a cadeia de fornecimento de internet sem cabo acumulou U$ 900 bilhões de receita. Ao adicionarmos U$ 110 bilhões consumidos em aparelhos wireless e acessórios de ponta, o valor total gasto somaria U$1.01 trilhões.

• A demanda de celulares deve crescer para 1,28 bilhões de unidades. Em 2009, a mesma demanda foi de 1,14 bilhões de unidades.

• É esperada uma demanda de 246,9 milhões de smartphones – 12,1% a mais do que no ano passado.

• A Apple continua prevalecendo na indústria, pois é quem detém o maior fluxo de negócios.

• O Google está atraindo o mercado de smartphones, apesar de continuar em 2º lugar, atrás da Apple. Aproximadamente 30% de todos os modelos apresentados usam ou podem usar o Android como sistema operacional – o triplo de 2009.

• Esperam-se que mais de 20 smartphones OEMs (Original Equipment Manufacturer) usem a plataforma do Google.

• O número de celulares equipados com GPS deve crescer 28% em 2010, chegando a 376 milhões de unidades.

• Esse percentual deverá crescer para 33% em 2011.

• Com a rápida queda do preço médio dos smartphones, os aparelhos alcançarão a uma demanda maior, o que, provavelmente, acabará por causar problemas no tráfego entre as operadoras.

Nos anos 90, o engenheiro de redes Bob Metcalf previu que a explosão de vendas de PCs faria as redes fixas entrarem em colapso por ausência de infraestrutura, ou seja, não dariam conta da demanda por banda. A mesma teoria, agora, preocupa a indústria de mobile. E há motivos de sobra. Logo no dia de abertura do congresso, muitos dos exibidores reclamavam de problemas de conexão com a internet, mesmo com o uso de cabos. O mesmo aconteceu com os jornalistas presentes ao evento, que contavam com que as conexões wifi não os deixassem na mão. Não deram sorte, pois a conexão ora falhava, ora era demasiadamente lenta. Os problemas ocorriam ao mesmo tempo em que se discutia a nova LTE (Long Term Evolution), tecnologia que também é conhecida como 4G.
A verdade é que o surgimento desses aparelhos superpotentes e sua adesão por grande parte dos consumidores já está esgotando as redes móveis em algumas regiões do planeta. Pesquisa da empresa de consultoria Bernstein Research aponta que, no final de 2009, já existiam 312 milhões de smartphones e 273 megabytes (MB) consumidos mensalmente. Esses números revelam um crescimento de 158% no consumo de dados em relação ao ano anterior.
E esse crescimento tende a aumentar, afirmam especialistas, que acreditam que há duas formas de se lidar com o problema. Uma delas seria cobrar uma taxa dos sites mais acessados, como o Google, por exemplo. A outra maneira seria fazer o consumidor pagar pelo volume de dados que acessa ou “baixa” em seu aparelho. Seja como for, alguém terá de pagar a conta da evolução da internet e suas novas tecnologias.

novos smartphones

novos smartphones


Foi na WMC que a Microsoft apresentou, pela primeira vez, o seu Windows Phone 7 series. Entretanto, ainda não se sabe se o novo aparelho será ou não um sucesso, já que seus primeiros modelos só deverão estar a venda no final do ano. Outra novidade são os smartphones projetados para rodarem em suas próprias plataformas ou se aproveitando de sistemas operacionais já existentes. Alguns exemplos são, além do iPhone, da Apple e do Nexus One, da Google, que se utiliza do Android, o WebOS, da Palm (Linux, Safári, Chrome e Android), o MeeGoo, uma parceria entre a Nokia e a Intel e o Wave, primeiro celular da Samsung a usar sua própria plataforma, o Bada.
Estiveram presentes representantes de companhias ligadas à indústria como Infineon, Qualcomm, Siemens, FCC, Nokia, Motorola, Alcatel, Lucent, Intel, Nortel, Raytheon, Ericsson, Samsung, Oracle and Bechtel, assim como a China Mobile, Huawei, LG, Mentor Graphics, Philips, NTT DoCoMo, SAP, Microsoft, Atheros entre outras.

Fontes: Revista Época, Portal Terra, PCMag, Mobile World Congress e StreetInsider.com

Arquivos em: Comportamento do Consumidor* E-commerce* Marketing Digital* Mobile Marketing

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