Por que empreender na web?
A Internet abre um novo patamar de negócios para quem deseja investir. Estamos falando de milhares de consumidores conectados fazendo pesquisas no Google, utilizando as redes sociais para comprar, expor suas idéias e dividir paixões e críticas por marcas e produtos e ainda participando de plataformas colaborativas. As empresas que percebem essa oportunidade já incluíram o mercado digital em suas verbas de marketing e estão colhendo os frutos de ações que combinam baixo investimento, foco em nicho e alta rentabilidade – considerando ainda que as ações são totalmente mensuráveis e podem ser facilmente realocadas quando a estratégia adotada não se mostra eficaz.
Investir em marketing digital é uma ação com total sintonia com os movimentos empreendedores, que buscam inovação, criatividade, ousadia e, em geral, baixo custo. Pensando nisso, o Sistema Firjan realiza o III Seminário de Empreendedorismo – IEL-RJ. Acreditamos que esta é uma oportunidade para que futuros empreendedores do Brasil possam discutir e entender juntos as novas possibilidades de inovação que a web 2.0 tem a oferecer. Daí escolhermos o nome Empreendaweb para nossa campanha.
Empreendedorismo digital ganha força no Brasil
O Brasil é um dos países mais empreendedores do planeta, além de ter a população que mais navega na internet, e o que melhor se adapta a inovações, de acordo com a Babson College, a maior escola de empreendedorismo do
mundo. Apesar da baixa qualidade de vida da população e dos altos índices de desemprego no país, o uso da internet se faz presente em mais de 90% da classe A, 75% da classe B e cerca de 50% da classe C, conforme mostra pesquisa do Comitê Gestor de Internet no Brasil (Cetic). Todos esses fatores, somados, propiciam o florescimento de um novo tipo de negócio: o empreendedorismo digital. Somente no ano de 2007, houve um aumento de 23% na venda de computadores, o que, por si só, gera um enorme contingente de usuários.
Para atender à emergente demanda de internautas brasileiros, as empresas devem investir na internet, como já o fazem companhias norte-americanas e européias. Uma das medidas mais importantes é o atendimento on-line, que agiliza a compra e, ao mesmo tempo, tira dúvidas dos consumidores e absorve (para, posteriormente, resolver) possíveis críticas. A interação com o usuário/cliente é essencial, pois dá um caráter personalizado ao indivíduo que compra um produto ou encomenda um serviço.
O consultor web e autor do livro Google Marketing, Conrado Adolpho, acredita que a rede possibilita a abertura de uma empresa digital a um custo relativamente baixo. ”Todas as funções básicas de uma empresa, como logística ou marketing, por exemplo, podem ser resolvidas com soluções muito simples e de forma bem em conta. Basta conhecer as possibilidades que a rede oferece”, explica o consultor. “O que o Sebrae faz pelos empreendedores de ‘bricks’, empresas feitas de tijolo e cimento, deveria ser feito também pelos empreendedores dos ‘cliques’, ou seja, das empresas virtuais”, afirma o autor. “Apesar de não parecer nem difícil nem caro, o que falta ao brasileiro para ser um dos povos com maior índice de empreendedorismo digital é informação”, afirma o consultor.
Já em relação ao marketing digital, que daria suporte às empresas emergentes, o Google, por exemplo, oferece serviços de links patrocinados que já provaram ser tão ou mais vantajosos do que a publicidade tradicional, uma vez que o anunciante só paga quando há um clique em seu anúncio (valores a partir de R$ 0,02/clique) e que levam o produto ao consumidor em tempo real.
Com o marketing digital crescendo de forma veloz, em sua esteira vem o consumidor 2.0. A opinião de um blogueiro é capaz de influenciar positiva ou negativamente um produto. As empresas que investem em internet sabem que de 25% a 40% das pessoas pesquisam informações sobre os produtos que pretendem adquirir e acreditam mais na opinião de outros consumidores do que em propaganda. De posse desses dados, fica patente a importância de blogs (corporativos ou não), SACs, fóruns e chats. Todas as ferramentas da web 2.0 têm que estar à disposição dos consumidores para que estes possam se expressar livremente, conclui Adolpho.



