“Inovação é a criatividade com qualidade”, afirma Silvio Meira.

Silvio Meira 01a“Pequenas empresas são um grande filão a ser explorado”. Assim foi aberto o III Seminário de Empreendedorismo IEL/FIRJAN – RJ, realizado hoje, no Hotel Sofitel. O primeiro palestrante a falar foi Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), que abordou o tema inovação e sua importâcia no contexto do empreendedorismo.

Meira começou sua palestra citando que, enquanto há um enorme investimento em agricultira no Brasil,o país não exporta tecnologia (apesar de ter condições de fazê-lo), pois falta investimentos em inovação.Uma vez que qua a inovação venha a ser valorizada, a diferenciação encontra o seu lugar e o país se destacaria no mercado internacional.
Segundo Meira, para se obter sucesso atualmente é preciso se adaptar rapidamente às inovações que não param de surgir. E para ser um verdadeiro inovador, é necessário mudar o mundo ao seu redor, refazendo fluxos e gerando mudanças constantemente. .”Vivemos numa conjuntura em mudança permanente. Por isso, precisamos estar preparados para aprender”. Mais importante do que responder às perguntas, é se fazer perguntas diferentes referentes aos problemas já existentes.
Para que tal revolução aconteça, a informação, que faz parte de todas as infraestruturas do empreendedorismo, é essencial. Meira abordou o assunto de forma original. Depois de afirmar que a informaticidade é um processo que vem se acelerando deforma inexorável, o cientista usou o exemplo de que um smatphone é 1 milhão de vezes mais poderoso e rápido do que mais potente computador do mundo na década de 60. E continuou a analisar o tema dizendo que “quando se fala de redes sociais, se fala de Charles Darwin, pois só os mais fortes e aptos sobrevivem”, como apregoou o evolucionista. Meira revelou que pesquisas apontaram que 44% do tempo qua os indivíduos passam em seus trabalhos são gastos na criação de redes, seja em conversas com colegas de trabalho, seja adquirindo novos conhecimentos.
O cientista-chefe do C.E.S.A.R. destacou a importância de se aprender, desaprender e, fialmente reaprender, pois só assim somos capazes decorrermos os riscos de sair de uma plataforma confortável e pular para uma desconhecida e incerta. E essa coragem é  o que mais importa  no que tange o empreendedorismo. Principalmente na internet. “A revolução digital é para as pessoas o que a revolução industrial foi para as empresas”.

Silvio Meira terminou sua palestra dando conselhos preciosos como “para ser um empreendedor, é preciso fazer algo que se acha importante e torná-la relevante” e finalizou: “aprenda, desaprenda e reaprenda!Ãprenda c/ toos, não siga ninguém, observe tendências e trabalhe duro! “

Compartilhando para inovar

Durante o III Seminário de Empreendedorismo IEL-RJ, o cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), Silvio Meira, também destacou a importância das redes sociais para a inovação. Segundo ele, o desenvolvimento de uma inovação realmente boa certamente é um processo trabalhoso. Por isso, se você tem uma boa ideia, não deve ter medo de compartilhá-la. “Pelo contrário, deve contar para todo mundo”, aconselhou. Até porque, explica Meira, o mais difícil não é ter uma boa ideia, mas sim desenvovê-la e colocá-la em prática.

Meira citou um pesquisa mostrando que em geral os funcionários de uma empresa gastam a maior parte do seu tempo focados em tarefas específicas. Mas, nas melhores companhias, os funcionários gastam mais da metade do seu tempo socializando, desenvolvendo atividades cooperativas e aprendendo. É assim que surgem as ideias inovadoras, ele afirma.  A dica dele é: aprenda com todos, não siga ninguém.

- O inovador tem que apreender, ou seja, aprender e criar a partir disso – afirmou.

Pesquisa iDig: presença de empresa no Twitter dobra número de mensagens sobre a marca no microblog

2 Cláudio Torres 01aA presença de uma empresa no Twitter é capaz de dobrar a quantidade de mensagens postadas sobre a marca nessa rede. A conclusão é de uma pesquisa inédita realizada pelo iDig – Instituto Digital que acaba de ser apresentada com exclusividade no III Seminário de Empreendedorismo IEL-RJ . Nesse trabalho, realizado em parceria com o consultor em mídias sociais Claudio Torres, foram analisadas 91.145 mensagens trocadas no microblog sobre 50 marcas de relevância nacional, de oito setores econômicos, durante o período de 20 de setembro a 24 de outubro de 2009.
Das 50 empresas pesquisadas, 42% têm perfil no Twitter e postam, em média, cinco mensagens por dia. São os consumidores, entretanto, que lideram as conversas. Ao longo do período analisado, eles produziram cerca de 2.600 mensagens diárias sobre todas as marcas observadas. Embora as empresas que não têm Twitter também sejam muito citadas, o grupo que atua no microblog concentra 74% do volume total de mensagens trocadas no período. Segundo o consultor do iDig Claudio Torres, esse trabalho só reforça a tese de que a presença na rede social é de extrema importância para a construção da marca e de um canal de diálogo com os consumidores. Na maioria das vezes, diz ele, os usuários compartilham experiências de consumo e opiniões sobre as marcas.
A pesquisa constatou que as empresas dos setores de telefonia e automotivo são as que mais apostam na presença no Twitter. Mas, quando se observam os setores com mais penetração (quantidade de mensagens postadas pelas marcas e pelos consumidores), o quadro muda, passando à seguinte ordem: bebidas, telefonia e financeiro. Entre as marcas, Coca-Cola, Tim, Telefônica, General Motors e Natura estão entre as mais comentadas no microblog.
O trabalho analisou também o grau de propagação das marcas no Twitter. Em média, 11,2% das mensagens postadas sobre as marcas são retransmitidas a outros usuários. No setor de cosméticos, esta taxa chega a dobrar.
Veja os principais dados da pesquisa:
Das 50 marcas analisadas, 42% têm perfil no Twitter.
Estas marcas têm em média 3.053 seguidores.
As marcas que têm perfil no Twitter correspondem a 74% das mensagens sobre marcas.
A presença no Twitter dobra a quantidade de mensagens sobre a marca.
As dez marcas mais citadas correspondem a 57% do total de mensagens sobre marcas.
Os setores com maior penetração no Twitter são telefonia, bebidas, automotivo e financeiro.
Em média, 11,2% das mensagens sobre marcas são retransmitidas pelos consumidores. O setor de cosméticos está significativamente acima desta média.
Além disso, a pesquisa monitorou o volume total de mensagens postadas (Tuits) no Twitter no Brasil e constatou, no período analisado, que:
A cada 600 mensagens (tuits), uma menciona uma das marcas analisadas.
A cada 33 segundos, há uma mensagem (tuit) mencionando uma das marcas analisadas.
Segundo Andréa Dunningham, Diretora Executiva do iDig, essa análise é o primeiro produto do iDig Monitor, que pretende colaborar com a disseminação de conhecimento no mercado digital.

A pesquisa está disponível gratuitamente no site do iDig

Sobre o iDig:
O iDig é um Núcleo de Inteligência Digital sediado no Rio de Janeiro (RJ), que oferece capacitações para quem necessita aumentar sua expertise nas novas tecnologias de internet, com foco no universo corporativo e nas novas oportunidades de negócios.
Conta com professores altamente capacitados e atuantes no mercado digital e acadêmico, com formação em diversas áreas do conhecimento. Além de proposta pedagógica diferenciada, que alia conhecimentos de ponta à experiência prática de alunos em estudos de caso, o iDig também oferece cursos na área digital, sob demanda, para empresas.
A proposta conceitual do iDig é ser um centro de discussão e reflexão permanentes sobre as tendências do mundo digital, viabilizando também seminários, pesquisas e consultoria para os diversos segmentos de mercado.

Para maiores informações entre em contato com Melina Pockrandt Robaina (melina@nume.com.br)

A importância da inovação

Atualmente o Brasil tem um enorme déficit comecial de produtos eletrônicos. E o que está por trás dessa realidade é a falta de inovação, explicou Silvio Meira, o cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R).  Em sua palestra no III Seminário  de Empreendedorismo IEL-RJ,  ele expôs que, em 2009, serão US$ 7 bilhões em exportações de eletrônicos e US$ 22 bilhões em importações.  Toda a nossa exportação de soja, que deve somar US$ 10 bilhões neste ano, não seria suficiente para cobrir o défcit eletrônico de US$ 15 bilhões.

- Nós não temos um Iphone brasileiro competindo lá fora. Não temos um laptop. Nós exportamos produtos eletrônicos commoditizados, sem diferenciação. Por isso temos esse défcit. E a palavra por trás da diferenciação é a inovação – disse Meira.

O cientista-chefe do C.E.S.A.R deu dicas sobre o que é essencial para inovar. Um opção é o design ou, em outras palavras, “adaptar o mercado e se adptar a ele”, mundando  o comportamento dos agentes -  os produtores e consumidores. Meira citou o exemplo da Apple, que criou a tríade iPhone, iTunes e iPod. O iThues, explicou ele, é um produto que dá prejuízo. No entanto, ele alimenta os produtos que dão lucros altíssimos à empresa. Aliás, o fluxo de caixa da empresa é outro ponto fundamental para a inovação dar certo, lembra ele.  Se a receita não for muito maior que a despesa da companhia, é sinal de que a inovação não funcionou e não será sustentável.

- O inovador é um designer que redesenha o mundo a sua volta – resumiu.

Guy Kawasaki palestra no Rio nesta quarta-feira

GuyKawasaki5Mais de 900 pessoas estão inscritas no III Seminário de Empreendedorismo IEL-RJ para assistir a palestra de Guy Kawasaki. O guru do empreendedorismo estará no Rio amanhã para falar sobre a ‘Arte de empreender” , tema do seu livro “The Art of the Start”.

Durante o evento ,  o consultor do iDig  – Instituto Digital , Cláudio Torres  ,  vai apresentar uma pesquisa exclusiva sobre a atuação de 50 marcas no Twitter de relevância nacional, de oito setores econômicos, durante o período de 20 de setembro a 24 de outubro de 2009. Quem ficou de fora vai poder acompanhar notícias do evento em tempo real via twitter (@empreendaweb) ou pelo nosso Blog  .

O  III Seminário de empreendedorismo vai tratar da nova ambiência de negócios no universo digital e por isso conta com palestra de empreendedores importante do mercado . São eles: Alexandre Kawinski,  sócio-diretor da Mídia Digital; Roberto Cassano, diretor de redes sociais da Frog, agência carioca especializada em redes sociais;  Edmar Bulla  ,  Gerente de Marketing On-line da Nokia; Joyce Jane, gerente de  novos negócios da Infoglobo; Claudio Torres, consultor do iDig – Instituto Digital; Fábio Seixas, fundador do site Camiseteria; e Silvio Meira, cientista-chefe do C.E.S.A.R.

Como escolher o nome da sua empresa

nome1Antes de escolher o nome de sua empresa, você precisa ter em mente alguns detalhes importantes, como a popularidade da marca, as letras usadas e a lógica, entre outras características. Segundo Guy Kawasaki, em seu blog How to Change the World, os futuros empreendedores costumam se preocupar com o registro do nome, mas devem levar em conta algumas considerações, como as que enumera no artigo The Name of the Game

•     Comece com uma letra do início do alfabeto – Sua empresa ou produto estará listada em guias de exposições, sites na internet e planilhas. E, geralmente, a maioria é ordenada alfabeticamente. Você prefere aparecer no começo ou no final da lista?
•    Evite nomes que comecem com X ou Z – As piores letras para iniciarem o nome de uma empresa são X ou Z. Além de estarem no final do alfabeto, são difíceis de soletrar e pronunciar.
•    Fortaleça o potencial de cair na boca do povo – Um ótimo nome tem o potencial de “cair na boca do povo” e ser substituído por um verbo. Exemplos: Vou photoshopar essa foto; vou xerocar esse documento, etc. Palavras com esse potencial são curtas e não têm mais de três sílabas.
•    Soe diferente – O que essas companhias fazem? Claris, Clarin, Claria, Clarium, Clarins e Clarinex? É difícil de lembrar o que todas fazem. Lembre-se: bons nomes têm sons diferentes. Eles, inclusive, são escritos de maneira diferente.
•     Tenha lógica – Uma dica: Se você disser o nome do seu produto ou empresa para dez estranhos, pelo menos metade acertará o ramo do seu negócio? Escolha nomes que estejam relacionados com o que faz.
•    Evite as tendências – Se você acha que uma nova tendência de nome está na moda, o melhor é evitá-la.
•    Evite o lugar comum e o genérico – Se você escolhe o nome do seu produto ou empresa baseado num lugar-comum ou em algo genérico, as pessoas nunca irão achá-lo no Google, Download.com, etc. Caso queira utilizar uma palavra desse gênero, pense em um termo diferente para acompanhá-la.

Edmar Bulla, da Nokia Brasil: “Interagir pelas redes sociais é algo mais que necessário e comum no dia a dia do nosso consumidor”

bullaCom a era das mídias sociais, as empresas tiveram que se adaptar ao novo modelo de comunicação, interagindo diretamente com o cliente. Esse é o caso da Nokia Brasil, que tem várias ações interessantes na internet para manter seu público mais próximo. “Usar a web como plataforma de comunicação e relacionamento contínuo com as pessoas sempre foi o objetivo da Nokia”, afirma o gerente de marketing on-line da empresa, Edmar Bulla.
Em entrevista para o blog do III Seminário de Empreendedorismo do IEL-RJ, ele fala ainda da implantação de campanhas brasileiras em outros países, devido ao sucesso das redes sociais no Brasil, além das estratégias de marketing digital da Nokia. Mas Bulla deixa alguns detalhes para sua palestra no próximo dia 18. “Darei exemplos em minha apresentação de como utilizamos o marketing digital de forma diferente com nosso consumidor.”
Por isso, confira a entrevista de Bulla no blog e não deixe de assistir à sua apresentação no Seminário.

A Nokia é uma empresa totalmente voltada para a comunicação. Quais são as principais ações realizadas pela empresa para fortalecer e inovar cada vez mais a marca nesse setor?
Edmar Bulla – A Nokia investe nas diversas formas de comunicação com seu público. Interagir pelas redes sociais é algo mais que necessário e comum no dia a dia do nosso consumidor. Temos ações como o Nokia Camp, Nokia Guru , Blog Nokia, Blog Sem limites, Orkut, Facebook, Youtube e muito mais, para sempre interagir e se manter próximo do público.

Em seus 10 anos de experiência no mercado de marketing, quais foram as mudanças mais significativas que você observou dentro e fora da Nokia?
Edmar Bulla –
A maior mudança foi o consumidor anônimo passar a gerar conteúdo e ser formador de opinião por meio das redes digitais, além da velocidade com que a notícia se dissemina na plataforma web, incluindo as mídias sociais. Nunca na história uma pessoa comum pôde publicar alguma coisa e isso ser lido pelo mundo inteiro, rapidamente, tendo a possibilidade ainda de ser disseminado para sua rede de contatos. Com toda essa mudança, as empresas tiveram que mudar e se adaptar ao novo modo de comunicação.

Como foi traçada a estratégia digital da Nokia no Brasil? Seguiu o padrão de outros países?
Edmar Bulla –
A estratégia de marketing digital da Nokia do Brasil está ligada à estratégia da companhia Nokia. Usar a web como plataforma de comunicação e relacionamento contínuo com as pessoas sempre foi o objetivo da Nokia, connecting people. Sem dúvida, existem destaques e ações locais como Nokia Camp [evento que tem como objetivo fortalecer o relacionamento da empresa com os principais formadores de opinião nas mídias sociais, incluindo blogueiros e moderadores de fóruns e comunidades da Nokia de todo o Brasil] e Nokia Guru [criado para reconhecer usuários da Nokia e que têm conhecimento sobre as soluções da empresa]. Inclusive, o Nokia Guru é um programa que está sendo tão bem aceito no Brasil que será implantado fora do País também. Acompanhamos a evolução e necessidades do mercado. Atividades no Brasil ficaram mais fortes em 2008, e desde então vêm se fortalecendo e sendo mais reconhecidas.

Qual o caminho que a Nokia percorreu para se transformar em algo mais do que apenas uma empresa de celular?
Edmar Bulla – A Nokia sempre esteve focada na convergência de seus aparelhos (câmera, e-mail, “escritório de bolso”, tudo em um único local) e nos serviços diferenciados oferecidos ao cliente.
Quais foram os desafios que você enfrentou e que serviram de incentivo para conseguir essa mudança nos serviços oferecidos pela empresa?
Edmar Bulla – Desafios foram as oportunidades. Trabalhar em uma empresa como a Nokia e em redes sociais e marketing digital é um grande desafio e grande oportunidade. Os desafios se renovam a cada dia. Aculturação, entender as mudanças, manter-se atualizado, conhecer cada dia mais seu público. Esses são desafios diários.

Como a Nokia realiza essa cultura de métricas?
Edmar Bulla – Nenhum investimento on-line é feito sem que seu retorno seja dimensionado.

Você acredita que essa nova era digital veio fortalecer o relacionamento entre o cliente e o consumidor de uma maneira mais direta?
Edmar Bulla – Se os consumidores estão lá, é necessário que a empresa esteja também. Onde o consumidor está, onde ele está e como está, nós estamos. Quando se entende e passa a utilizar as mesmas ferramentas que o consumidor utiliza, claramente o relacionamento é fortalecido, e essa relação fica mais próxima e direta.

O marketing digital é amigo ou inimigo dos jovens empreendedores? Como eles podem utilizá-lo de maneira eficiente?
Edmar Bulla – Depende de como você utiliza. Respeite o consumidor e será respeitado na rede. Quem o faz ser amigo ou inimigo é a empresa ou o empreendedor. Darei exemplos em minha apresentação no Seminário Global de Empreendedorismo de como utilizamos o marketing digital de forma diferente com nosso consumidor.

Twitter é considerada a rede social que mais se adapta à forma de se comunicar nos dias atuais

claudio-torresCláudio Torres, consultor do iDig – Instituto Digital, será um dos palestrantes do III Seminário de Empreendedorismo na Firjan, no dia 18. Ele apresentará uma pesquisa exclusiva realizada pelo iDig sobre o uso corporativo do Twitter por 50 marcas brasileiras. O estudo mostrará como as empresas estão propagando suas marcas pelo canal e que ganho estão obtendo no diálogo direto com seus consumidores. Confira o bate-papo com o consultor do IDig – Instituto Digital.

Você acredita que, dentre as mídias sociais, o Twitter se destaca? Por quê?

Cláudio Torres: O Twitter é uma das mídias sociais que mais cresce no mundo. Pelo seu formato, o Twitter está se transformando na ferramenta de troca de informações entre os diversos agentes das mídias sociais. Você monta um conjunto de fontes, pessoas que quer seguir, para manter-se informado. Assim, muitos blogueiros passaram a se abastecer de informações através do Twitter e a se comunicar com outros blogueiros da mesma forma. Esse fenômeno se repete com os usuários do Facebook, por exemplo.

O que esse canal, que possibilita mensagens de 140 caracteres, tem de tão especial?

CT: Primeiro, porque ele é um bom filtro, pois é você quem decide quem quer seguir. Segundo, ele adere muito bem à forma de comunicação dos dias de hoje. Escrevendo somente 140 caracteres, você passa rapidamente as informações mais importantes e, se quiser adicionar detalhes, como uma foto, vídeo ou artigo completo, você faz isso incluindo o link da informação complementar. Quem decide se o assunto é interessante e clica no link é o leitor que, desta forma, consegue controlar melhor as informações e seu tempo.

Qual a característica/perfil das empresas brasileiras que usam o Twitter?

CT: As empresas brasileiras ainda estão começando a entrar no Twitter. Muitas multinacionais, por exemplo, tem Twitter nas suas matrizes, mas as filiais no Brasil ainda não. Mas as empresas estão entrando e se posicionando rapidamente, e o quadro tende a mudar até o final do ano.

É válido usar o Twitter, quer dizer, dá retorno? O canal é bom mesmo para se investir?

CT: O canal funciona muito bem se você tiver uma estratégia de marketing digital integrada. Não basta criar uma conta no Twitter, sem saber o que você vai escrever. Por isso criei o modelo que mostro no meu livro “A Bíblia do Marketing Digital”, composto por sete estratégias: conteúdo, mídias sociais, e-mail marketing, marketing viral, publicidade on-line, pesquisa on-line e monitoramento.
Quando você tem conteúdo, sabe o que escrever no Twitter. Você pode amplificar os resultados com marketing viral e publicidade on-line. Atinge quem não está no Twitter com e-mail marketing. Usa a pesquisa on-line para calibrar sua estratégia e entender a mente do consumidor on-line. E, finalmente, monitora tudo para avaliar os resultados e corrigir rumos. Emfim, integrando estratégias, tudo fica mais fácil.

Pesquisa mostra perfil de empreendedores americanos

businesswomanUm estudo da Fundação Kauffman, uma das maiores instituições de fomento ao empreendedorismo no mercado mundial, revelou que a maioria dos empreendedores americanos são casados com filhos e com um alto nível educacional. Segundo a pesquisa, 69,9% dos entrevistados afirmaram serem casados quando começaram o negócio e 59,7% disseram que já tinham, pelo menos, um filho. Quanto à escolaridade, 95% dos entrevistados são bacharelados e 47% tem níveis avançados de formação, como mestrado e doutorado.

Outro dado que chamou a atenção na pesquisa, realizada com 549 fundadores de empresas de sucesso de diferentes áreas, foi a idade que abriram seu primeiro negócio: em torno de 40 anos. Para o organizador do estudo, Vivek Wadhwa, a crença de que a maioria dos empreendedores são recém-formados está errada. “Muitos acreditavam que os empreendedores são jovens e trabalham de seus quartos, mas essa idéia está simplesmente errada. Ao contrário, eles são altamente experientes, casados e com alto grau de escolaridade. Eles estão cansados de trabalhar para outras pessoas e buscam a riqueza antes de se aposentarem”, afirmou Wadhwa, que também é diretor do Centro de Empreendedorismo e Pesquisa de Comercialização na Universidade de Duke.

Veja outros números da pesquisa da Fundação Kauffman:
- Menos de 1% dos empreendedores veio de famílias muito ricas ou muito pobres.
- 15,2% tem algum membro da família que já possui um negócio.
- 74,8% indicaram o desejo de construir a riqueza como uma motivação importante para se tornar um empreendedor.
- Apenas para 4,5% a incapacidade de encontrar um emprego tradicional foi o fator para começarem um negócio.
- Cerca de 51,9% dos entrevistados foram os primeiros em suas famílias a iniciarem um negócio.
- 75,4% já tinha trabalhado como empregado em outras empresas por mais de seis anos antes de lançar suas próprias empresas.

Brasil
Já no Brasil, as características dos empreendedores são um pouco diferentes. De acordo com o último Estudo de Empreendedorismo no Brasil, realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), no período de 2001 a 2007, aproximadamente 60% dos empreendedores iniciais encontravam-se na faixa etária de 25 a 44 anos, mostrando um lado mais jovem do empreendedorismo brasileiro. Em relação ao nível de escolaridade, a diferença com os americanos é maior. Cerca de 71% da população de empreendedores tem mais de cinco anos de escolaridade e apenas 17% tem mais de 11 anos de estudo.

Joyce Jane, responsável pela rede social O Livreiro, afirma que os brasileiros estabelecem uma relação de carinho com os livros

106_22-alt-livreiro1Você já conhece O Livreiro? Não é um novo best-seller, mas sim uma nova rede social, diferente e inovadora, voltada para o mundo da literatura. Em entrevista para o Blog do Seminário Global de Empreendedorismo do IEL-RJ, Joyce Jane, responsável pelo projeto e Gerente de Inovação da Infoglobo, fala sobre a rede social, que já tem cerca de 20 mil usuários cadastrados, com acesso a um banco de dados com mais de 2 milhões de títulos. “Percebemos, em apenas quatro meses de projeto, que os brasileiros se interessam bastante pelo assunto ‘leitura’ e estabelecem uma relação de carinho com os livros. Além disso, adoram se comunicar, debater temas, participar”, afirma.
Joyce ainda comenta sobre as novidades de interatividade adotadas pela Infoglobo e da receptividade e participação dos leitores nos projetos “Eu – Repórter” e “Nós e Você. Já são dois gritando”. Segundo ela, os negócios na web estão sempre em evolução e, por isso, não podem ignorar a internet. “O mundo real está hoje praticamente todo replicado no mundo virtual. É necessário estar sempre antenado com tudo que ocorre, se reciclar dia a dia, porque a rede não para de evoluir. Internet hoje faz parte da vida, não dá para ser desprezada em nenhum negócio.”

100_3065 menorNa Flip deste ano, você lançou uma rede social inovadora, O Livreiro, voltada para o mundo dos livros. Como surgiu a ideia de criação desta rede social?

Joyce Jane - No ano passado, a Infoglobo criou uma gerência geral para estudos de novos negócios, cujo objetivo era atuar em mercados e/ou experimentar ferramentas que trouxessem novas competências para a empresa. Depois de estudar as tendências e oportunidades do mundo digital, selecionamos três projetos, apresentamos à empresa e acabamos optando pela rede social de livros.

Você afirmou também, durante a Feira, que o projeto está em fase experimental.  O que os leitores já encontram na rede? Se está em beta, é porque o site continuará trazendo mudanças?

Joyce Jane - O projeto foi desenvolvido de forma muito rápida e lançado em versão beta, com cerca de 60% das funcionalidades previstas inicialmente. Nem por isso foi lançado pobre. O Livreiro já entrou no ar com um banco de dados com mais de 2 milhões de títulos, com conteúdo informativo sobre o mundo editorial, possibilidade de o leitor criar suas próprias estantes, comunidades, opinar sobre os livros, fazer sua rede de amigos, etc. Já fizemos várias mudanças e, no momento, estamos estudando o lançamento de uma versão atualizada, com demandas dos próprios usuários.

Você está buscando ideias para aprimorar o site com os próprios internautas? Eles estão fazendo sugestões produtivas?

Joyce Jane - O Livreiro possui uma ferramenta de feedback construída para que os usuários possam dar sugestões e também votar nas ideias que desejam ver implementadas. Nossa equipe coleta, diariamente, estas sugestões, e algumas delas são transformadas em melhorias do projeto. São ideias interessantes, que mostram como o usuário de O Livreiro busca nos ajudar a aprimorar o projeto. Além disso, damos uma atenção especial a todas as sugestões de usuários que são postadas em outras redes sociais, como Twitter e Orkut.

Já implementaram alguma ideia sugerida pelos usuários? Poderia dar exemplos?

Joyce Jane – Até o momento, já realizamos muitas melhorias do site que foram fruto destas sugestões, como busca integrada no site, inclusão de livros nas listas pessoais, notificações de atividades da rede por e-mail e inserção de novos livros à nossa base. Estas entregas são comunicadas aos usuários de O Livreiro através do nosso blog.

Qual a importância da participação do leitor na construção da rede?

Joyce Jane - A participação é fundamental. Por mais que haja estudos, pesquisas e conhecimento sobre o mecanismo de redes sociais, só é possível entender realmente o que os internautas querem quando eles começam a interagir.

Quantos leitores vocês já têm cadastrados? A audiência é grande? Os brasileiros se interessam em discutir literatura?

Joyce Jane - O Livreiro possui hoje mais de 20 mil usuários cadastrados. Nossa audiência vem crescendo: temos, até outubro, mais de 1,5 milhão de pageviews e cerca de 300 mil visitantes únicos. Percebemos, em apenas quatro meses de projeto, que os brasileiros se interessam bastante pelo assunto “leitura” e estabelecem uma relação de carinho com os livros. Além disso, o brasileiro adora se comunicar, debater temas, participar. Por isso, outras redes sociais, como o Orkut, fazem tanto sucesso no Brasil. Para nós, estes dois aspectos ajudam O Livreiro a ser um sucesso em tão pouco tempo.

Você acha que os jovens estão lendo menos por passarem mais tempo na internet? Ou esse acesso ilimitado permite que eles estejam em contato com diferentes tipos de literatura?

Joyce Jane -
Eu acho que os jovens estão lendo mais. As editoras já descobriram esse filão e é crescente o volume de lançamentos de títulos para o público jovem. O objetivo de O Livreiro é exatamente incentivar a leitura, apresentar novas opções a leitores muitas vezes fiéis a um conjunto reduzido de autores.

Quais dicas você daria para um novo empreendedor que deseja usar a web como fonte de seu negócio?

Joyce Jane -
É preciso ter a mente aberta para entender que os conceitos de sucessos e fracassos são diferentes para empreendimentos na internet.  Também é necessário estar sempre antenado com tudo que ocorre, se reciclar dia a dia, porque a rede não para de evoluir. Os negócios na web estão sempre em evolução.

Atualmente, o jornal O Globo e o Globo Online estão cada vez mais integrados com a sociedade, que participa ativamente com notícias, fotos, vídeos, etc. Outra campanha interessante é o “Nós e Você. Já são dois gritando”. Foi difícil implementar essas novidades ou foi uma transição natural?

Joyce Jane - Foi certamente uma transição natural. O projeto “Dois gritando” foi, na verdade, uma variação das experiências de interatividade que já temos tido há três anos, tanto com os comentários de leitores em matérias em blogs quanto com o nosso serviço de jornalismo participativo, aqui chamado de “Eu – Repórter”. A área de comentários, especialmente, já se transformou, por si só, numa área de debates entre os nossos leitores, de integração do Globo com a sociedade. Porém, ainda carecemos de mais organização nessa área, algo que pretendemos fazer em breve, com o desenvolvimento de um ambiente de rede social mais robusto dentro do nosso site. Acho que a experiência da campanha do “Dois gritando” é mais um passo nesse processo de evolução e aprendizado rumo a um site 100% interativo, em rede com a sociedade. Além de ser, claro, uma poderosa ferramenta de entrega, na prática, do conceito da campanha.

Com essa mudança, a “audiência” e popularidade desses veículos aumentou? As pessoas aceitaram com facilidade ou tiveram algum tipo de resistência a participar?

Joyce Jane – Todas essas experiências de interatividade trouxeram ganhos substanciais de audiência e popularidade. Apesar de sabermos que ainda temos muito o que evoluir, já somos vistos hoje como o jornal mais interativo do mercado brasileiro. Viramos referência nesse quesito, o que é muito bom. Quanto à resistência, dá para dizer que quase não houve. Recebemos, sim, algumas reclamações com relação ao “Eu – Repórter”, de gente que achava que deveríamos pagar para publicar conteúdo do leitor. Algo que aos poucos foi se diluindo, à medida que as pessoas foram entendendo o conceito da nossa proposta de jornalismo cidadão. Mas com relação aos comentários, a aceitação foi imediata, e o grau de participação cresce exponencialmente, ano a ano.

O futuro do empreendedorismo e da inovação está diretamente ligado à internet?

Joyce Jane –
O mundo real está hoje praticamente todo replicado no mundo virtual. Por isso, acho que é muito difícil que os novos negócios e a inovação ignorem a internet. Mas não significa que toda inovação e empreendedorismo tenham que ser realizados no mundo digital.  Mas com certeza será influenciado e terá que interagir com ele. Na minha opinião, internet hoje faz parte da vida, não dá para ser desprezada em nenhum negócio.

Leia também: Joyce Jane: “Com a web 2.0, ninguém segura mais o consumidor”.