Os 5 melhores guias sobre mídias sociais

midiasO site 123 Social Media selecionou os cinco melhores guias e apresentações sobre a aplicação de mídias sociais às empresas que buscam se inserir nesse novo “setor”. O material de cada guia foi produzido por grandes agências de comunicação com o objetivo de levar informações para aqueles que estão pensando em atuar mais ativamente dentro dessas mídias sociais.
Segundo o próprio site 123 Social Media, os textos são longos, mas “vão desafiar seus conhecimentos e suas crenças”. Todos são baseados em cases reais, reunindo estatísticas sobre comportamentos e tendências de consumo, além de apresentarem boas práticas de como se comunicar de forma transparente e eficiente na web.
Confira quais foram os cinco guias escolhidos:

Engagement DB – Apresenta uma visão detalhada dos benefícios e correlações da mídia social e das marcas. Além disso, traz um top 100 com as marcas mais engajadas do mercado.

Fluent: The Razorfish Social Influence Marketing Report – Esse estudo reúne informações e estatísticas sobre a influência do marketing no mundo, baseando-se em cases de sucesso de grandes empresas.

WAVE 4 – Relatório produzido anualmente pela Universal McCann, que analisa o comportamento e as mudanças nas redes sociais e pretende ser o maior estudo sobre o assunto no mundo.

360i Social Marketing Playbook – Diferente dos outros guias, este ensina a dar os primeiros passos na hora de colocar sua empresa em uma mídia social.

Wave 3 Social Media Report -  Este relatório de Universal McCann do ano de 2008 dá algumas dicas essenciais para saber onde estávamos então. “Sem saber onde estamos, não temos idéia para onde estamos indo.” Esse é um dos conselhos desse guia, que ainda traz tendências históricas, juntamente com imagens em nichos que não foram abordados no relatório de 2009, o Wave 4.

Empreendedorismo social: Nahuel González cria ferramentas tecnológicas para pessoas com necessidades especiais

nahuelO argentino Nahuel González mudou a vida de muitas pessoas em todo o mundo, com suas inovações. Junto com amigos da faculdade, ele desenvolveu um projeto para oferecer produtos de tecnologia para aqueles que têm necessidades especiais: a Mana Desarrollos.
Atualmente, a empresa desenvolve equipamentos que ajudam na integração e educação dessas pessoas. Mas para o argentino, este é apenas o começo. “Todos os dias surgem novas tecnologias, que permitem a integração e o acesso à informação para todos”, comenta.
González participou do Programa “Desafio Joven” em 2006. Trata-se da versão argentina do Shell Live Wire, um programa da Shell, implementado em 22 países no mundo, incluindo o Brasil (Iniciativa Jovem), que estimula jovens a montar seus próprios negócios.

Você desenvolveu um trabalho muito interessante e inovador no Mana Desarrollos. Como surgiu a ideia desse projeto?

Nahuel -
Há 4 anos, eu e uns amigos da faculdade começamos a pensar em um projeto para colocar em execução. Buscávamos desenvolver uma tecnologia que melhorasse a qualidade de vida das pessoas de uma maneira geral. Logo pensamos em um empreendimento para elaborar ferramentas tecnológicas para pessoas com necessidades especiais.

Atualmente, desenvolvemos equipamentos para pessoas com diferentes tipos de necessidades especiais: motora, mental e visual, realizando um trabalho minucioso através de um tratamento personalizado para cada um deles. Criamos dispositivos adaptados que complementam as mesmas funções do teclado e mouse, além de um software que facilita o acesso à informação, à educação e ao trabalho.

As pessoas com necessidades especiais enfrentam muitos desafios durante a vida. Quais foram seus principais desafios para executar esse projeto?

Nahuel -Começamos o projeto sem ter contato com as pessoas com necessidades especiais, de modo que o primeiro inconveniente foi procurar instituições que nos abrissem as portas. Então, depois que o projeto já havia sido iniciado, encontramos dificuldades para chegar até essas pessoas, pois precisávamos gerar vínculos e laços de confiança para, assim, eles começarem a acreditar em nossos produtos.

No III Seminário  de Empreendedorismo, você vai falar do Ponto Zero e dos desafios de apostar em boas ideias. Mas quem apostou em sua ideia inovadora?

Nahuel -Recebemos o apoio de diferentes programas para empreendedores de órgãos públicos e privados, assim como a ajuda de nossa própria faculdade, a Universidad Tecnológica Nacional.

O MouseCap foi o primeiro produto desenvolvido pela Mana Desarrollos. Ele é o mais procurado?

Nahuel -O MouseCap é o nosso produto de maior reconhecimento nacional e internacional, mas não é o mais vendido. Um dos mais procurados é o Just Click, que permite que o computador seja usado de diversas maneiras (com mãos, pés, etc.) e se complementa com o uso de diferentes tipos de teclado em tela que também desenvolvemos. Por sua vez, o teclado Mana, que tem letras bem grandes, e o teclado desmontável são outros produtos muito vendidos.

É difícil ser um jovem empresário? As pessoas aceitam facilmente suas ideias ou você já enfrentou algum problema por causa da idade?

Nahuel -Por sermos jovens, não tivemos nenhuma dificuldade especial, além de nossa própria inexperiência em alguns temas. Mas não é fácil levar um empreendimento adiante, já que isso requer muita dedicação, capacitação constante e perseverança. E este projeto, em particular, nos possibilitou conhecer muita gente e sentir que o que fazemos ajuda a transformar a vida de muitas pessoas.

Você acha que ainda pode haver mais inovações para as pessoas com necessidades especiais ou o mercado já está saturado?

Nahuel -Absolutamente. Todos os dias surgem novas tecnologias que permitem a integração e o acesso à informação para todas essas pessoas.

Quais são os conselhos que você dá para os jovens que têm ideias inovadoras como a sua, mas não sabem como colocá-las em prática?

Nahuel – Antes de começarem, se informem bem, planejem e pensem principalmente nas necessidades do seu público-alvo.

Marketing digital gera novos negócios para empresas

internet-marketing_digitalAs empresas estão despertando para as vantagens do marketing digital. É o que afirma o Diretor de Negócios da NW Mídia, Alex Andrade, em uma matéria do site Administradores.com.br. Ele comenta que a estratégia de encontrabilidade tem como objetivo proporcionar uma maior visibilidade à empresa ou produto nos sites de busca. “Essa atitude proativa de algumas empresas resulta em mais negócios e consolidação de suas marcas. A otimização do site, com a estratégia da encontrabilidade, dá resultados”, garante o especialista em marketing digital.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 89% dos internautas utilizam a busca na web como fonte de informação. Andrade afirma que pesquisas revelam que cerca de 70% dos cliques nessas buscas se concentram nos cinco primeiros resultados.
Já o Gerente Administrativo da Beerre Marcas e Patentes, Jobson da Silva Moitinho, informa que os acessos no site da empresa aumentaram muito. Segundo ele, a empresa recebe uma média de 15 contatos diários solicitando orçamentos, e muitos resultam no fechamento das propostas. “Antes, nossas vendas eram fechadas através de contato telefônico, indicação de amigos, um processo ativo por parte da Beerre; agora, os clientes estão nos procurando”, conta.

Conheça os dez mandamentos do guru do empreendedorismo Guy Kawasaki

guy-kawasakiGuy Kawasaki sempre aborda a inovação nos negócios em suas palestras, dando dicas e conselhos para os novos ou mais experientes empreendedores. Em sua apresentação intitulada “A arte de inovar”, o guru do empreendedorismo faz um manifesto de dez pontos essenciais para produzir algo de valor para seus clientes. Ele ainda dá exemplos reveladores e bem-humorados de serviços e produtos que podem ser considerados inovadores.
Além dos “dez mandamentos”, Kawasaki acrescenta um item importante para todos os empreendedores: “Não deixem que os idiotas os desanimem. Devemos ignorá-las”, aconselha. Mas ele também admite que já tomou decisões erradas. Nos anos 90, Kawasaki foi chamado para uma entrevista no Yahoo para o cargo de CEO e não foi, por achar que a internet servia apenas para o modem de um computador e o valor das coisas na web era limitado. “Pelos meus cálculos, essa decisão me custou dois bilhões de dólares”, conta.
Conheça os dez mandamentos de Kawasaki para não perder as oportunidades que a inovação pode lhe oferecer.
1.    Ofereça sentido ao invés de dinheiro. Para Kawasaki, a maioria das empresas fundadas sobre o conceito de ganhar dinheiro costuma não dar certo, atraindo tipos errados de sócios e empregados. Em vez disso, segundo ele, o empreendedor deve se preocupar em fazer com que o seu produto ou serviço signifique algo mais do que a soma de seus componentes e do dinheiro que poderá vir a ganhar.
2.    Trabalhe com um mantra e não com uma missão. O guru do empreendedorismo acredita que declarações sem graça e genéricas sobre a missão da empresa são interessantes apenas para o consultor contratado para desenvolvê-las. Deve-se preferir a concisão e a definição de si próprio com base naquilo que a pessoa quer significar para seu cliente. Ele ainda dá uma dica: para que todos, dentro e fora da empresa, estejam unidos pelo mesmo propósito, explique a essência da empresa e a maneira que ela atende às necessidades e desejos dos clientes.
3.    Pule as curvas. Inovar é mais difícil do que ficar à frente da sua concorrência. Para Kawasaki, a verdadeira inovação aparece sempre que a empresa pula as curvas, e não quando se esforça para melhorar 10% ou 15%. Porém, ele afirma que isso é mais fácil em algumas empresas do que em outras.
4.    Trabalhe com designs exclusivos. Deve-se introduzir características que fujam do trivial. Segundo o guru do empreendedorismo, há designs que são completos porque não se esgotam no produto, oferecendo suporte e serviço. A elegância também é fundamental: segundo ele, todas as empresas deveriam ter um executivo-chefe para o bom gosto. E acrescenta que os melhores produtos produzem emoções fortes, como é o caso da Harley Davidson e da Macintosh.
5.    Não se preocupe buscar a perfeição. Mas isso não significa fazer um produto ruim e sim que a inovação poderá conter elementos não muito bons. Para Kawasaki, ainda há muitas coisas erradas no Twitter, mas ele está mudando o hábito das pessoas. Da mesma forma, o primeiro Mac também tinha muitas coisas para serem melhoradas, mas deixou claro como seria o futuro da computação pessoal.
6.    Provoque as pessoas. Kawasaki afirma que sempre que se tenta dar conta de tudo para todo tipo de pessoa, acaba-se caindo na mediocridade. Ele dá os exemplos do Scion xB, da Toyota, que com o estilo “caixotão”, parece feio para alguns, mas para os fãs é lindo, e do TiVo, que faz sucesso apesar de enlouquecer a indústria da publicidade.
7.    Não impeça as flores de brotarem. Kawasaki parafraseia Mao e diz que não sabemos onde uma flor pode surgir, mas que devemos apenas permitir que ela brote. As inovações podem atrair clientes inesperados e imprevistos. Por isso, ele ensina duas regras. A primeira é conseguir dinheiro, e a segunda é descobrir quem está comprando seu produto, perguntando por que o estão comprando e dando outros motivos para comprá-lo. “Isso é muito mais fácil do que perguntar às pessoas por que não estão interessadas e, em seguida, tentar mudar seu modo de pensar.”
8.    Agite sempre. Nunca deixe de melhorar seu produto ou serviço. Escute sempre as idéias de seus consumidores. Kawasaki afirma que isso não é fácil, porque os inovadores e empreendedores devem sempre ignorar os conselhos das pessoas negativistas e simplórias, já que para elas quase tudo é impossível. Mas, depois de feito, quando o produto chega ao mercado, é a hora de receber o feedback.
9.    Escolha o seu nicho. Primeiro, a pessoa deve encontrar seu lugar. Depois, deve ter em mente que um produto ou serviço não precisa ser exclusivo para gerar valor. “Foi assim que a Dell ganhou participação de mercado vendendo computadores.”
10.    Siga a regra do 10-20-30. Sempre que estiver tentando convencer um capitalista de risco, não use mais de 10 slides em um PowerPoint, não fale mais de 20 minutos e use uma fonte tamanho 30 para manter sua apresentação simples. O objetivo dessa regra não é voltar com um cheque na mão, mas sim, não ser descartado de vez.

Inovar deve ser uma prática constante para despontar no mercado e perpetuar

inovaçãoCom o mundo cada vez mais competitivo, inovar está muito além do modismo do universo corporativista. Segundo reportagem publicada no site “Empreendedor”, há exemplos que comprovam que uma gestão inovadora fortalece a concorrência, abrindo espaço para novos produtos. De acordo com o economista Paulo Mói, gerente de Estudos e Políticas Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a inovação aumenta a produtividade.
“Temos várias pesquisas que mostram que a alteração do sistema produtivo por meio da inovação, tanto de produto quanto de processo, responde pela maior parte do aumento da produtividade de uma empresa”, afirma.
A Armtec Tecnologia em Robótica, empresa criada em 2005 no curso de Engenharia Eletrônica da Universidade de Fortaleza (Unifor), por exemplo, criou o robô Saci, utilizado no combate a incêndios. O lançamento do protótipo foi feito no dia da formatura de Roberto de Lins Macedo, um dos seus idealizadores. O Saci já está em sua quarta versão. Com o fornecimento de outros equipamentos, no ano passado, o faturamento da Armtec chegou a R$ 850 mil, dos quais 30% voltam para pesquisa e desenvolvimento.
“Tivemos casos em que nosso produto melhorou o volume de produção em 1.500%, ainda resolvendo um passivo ambiental. Também proporcionamos a construção de uma estrada mais barata que dura 20% a mais de vida. A realidade é que cada produto da Armtec tem que fazer com que a inovação competitiva promova o crescimento mais rápido de nossos clientes, permitindo que a capacidade de investimento deles aumente e que possamos em conjunto promover um ciclo virtuoso de crescimento”, afirma o empresário.
No entanto, de acordo com pelo menos três edições da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec), realizada pelo IBGE, mostram que apenas um terço das empresas brasileiras inova. Já a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que a inovação é ignorada no país. E não é por falta de demanda. De acordo com o estudo, 33% dos consumidores entrevistados demonstraram grande interesse em comprar produtos novos. Na Rússia e na África do Sul, o percentual de empresas que lançam produtos novos é superior a 20%, segundo a GEM. Os dados foram divulgados pelo Sebrae, parceiro do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), entidade que realiza o estudo no Brasil.
Entre as micro e pequenas empresas (MPEs), há um senso comum de que “inovação é só para as grandes”. Para desmistificar esse conceito, o Sebrae lançou, no ano passado, o programa Agentes Locais de Inovação, cujo objetivo é capacitar as empresas a fazer projetos para a captação de recursos. Segundo Edson Fermann, gerente de Inovação Tecnológica do Sebrae, durante anos a principal meta da entidade foi aumentar a taxa de sobrevivência das MPEs. Atualmente, os negócios de micro e pequeno portes representam hoje 19% da economia do País. A meta do Sebrae, com os projetos de apoio à inovação, é elevar essa fatia para 40% do PIB.

‘Manter uma empresa on-line é um minimizador de riscos’, garante Fábio Seixas, criador do Camiseteria

foto-fabio-seixasAo colocarem em prática uma ideia exclusiva para a internet, Fábio Seixas e Rodrigo David, sócios do Camiseteria, exploram o conceito de concurso de estampas entre os internautas. Fábio Seixas é quem dá algumas dicas para o sucesso e garante que ter uma empresa on-line é um minimizador de riscos. Confira:

Como surgiu o Camiseteria?
Fabio Seixas –
A ideia de criar o Camiseteria surgiu quando o Rodrigo (David) participou de um concurso estrangeiro de design de estampas. Com isso, ele enxergou uma oportunidade de criar um negócio no Brasil. Mas abrir uma empresa não basta. É preciso inovar sempre, pois é assim que nos destacamos na multidão. Existem diversas inovações para o site do Camiseteria vindo aí.

Você não teve receio de arriscar ao abrir uma empresa totalmente on-line?

Fabio Seixas -Não. Na verdade, o fator on-line é um minimizador do risco. É menos arriscado criar uma empresa on-line do que uma off-line. O medo existe no fato de empreender, em si, independente do meio. Estou no mercado de internet há 14 anos. Acredito que empresas on-line e off-line compartilham boa parte dos riscos envolvidos na sua criação. O que ocorre é que, em geral, empresas on-line demandam investimentos menores, o que torna o risco menor, mas não diminui a incidência do risco em si.

E a força do boca a boca da marca? Como você avalia esse processo? Quantos usuários vocês têm hoje e qual a expectativa?
Fabio Seixas -O boca a boca foi primordial para o crescimento do Camiseteria. Nossa base de usuários foi praticamente criada a partir disso, já que o usuário que publica uma estampa para votação quer que os amigos entrem e votem também. Hoje, temos mais de 130 mil usuários cadastrados e esperamos dobrar esse número em 1 ano.
Mas qual o segredo?
Fabio Seixas -Transparência e originalidade. Com isso você consegue aproximar as pessoas. Depois vem o carisma. A marca precisa ser carismática e humana.

Como funciona o concurso de estampas?
Fabio Seixas -Qualquer usuário pode criar um desenho e publicá-lo na votação pública. A estampa fica disponível no ar, recebendo votos e opiniões dos usuários por um período de 10 dias. Após esse período, a estampa recebe uma nota média baseada nos votos que recebeu e entra num ranking das estampas mais bem votadas. Toda semana selecionamos algumas estampas dentre as mais bem votadas e produzimos para depois vender no site. O usuário que criou o desenho vencedor recebe um prêmio de R$ 1.000 por desenho aprovado.

Qual dica você pode dar para quem deseja ter uma empresa on-line?
Fabio Seixas -Muita disciplina e perseverança. Aceitar riscos de forma calculada. Aprender com os erros. Por exemplo: eu espero errar sempre mais do que acertar. Até porque se errar menos do que acerto, já saio no lucro. Não saberia dizer qual a margem, mas o posicionamento é sempre de não deixar de fazer as coisas por medo de errar. Esse não pode ser o motivo que impeça as coisas de acontecerem. Podemos até não tentar, mas por outros motivos. Numa empresa online, um dos grande erros é dimensionar errado, seja pra mais ou pra menos, ou seja, se preparar para um determinado volume de tráfego no site e ele não acontecer como esperado.

Em quanto tempo, unindo a disciplina que você falou, é possível abrir uma empresa on-line e fazer com que ela sobreviva à concorrência na web?

Fabio Seixas -Acho que nesse aspecto não há critério. Vemos o tempo todo empresas super novas na web fazendo muito sucesso e outras que precisam de alguns anos para começarem a aparecer no mercado.

Quanto tempo você se dedica para manter a marca Camiseteria no ar e ainda despertar paixões?
Fabio Seixas -Vinte e quatro horas do dia, menos as 8 horas de sono é quanto me dedico à empresa. Ou quase isso (risos). Mesmo não estando no escritório, tenho a cabeça no negócio em boa parte do tempo livre.

Qual o custo de manter a empresa no ar?

Fabio Seixas -Depende do volume de tráfego que o seu site gera. Pode variar de poucas centenas de reais a vários milhares.

Você já fez os cálculos de quanto gastaria se fosse uma empresa off-line?

Fabio Seixas -Já. Não tenho dúvidas de que o on-line é muito mais barato.

Para ter sucesso, é preciso dizer não

Não editadoMente borbulhando de ideias, dias cheios de reuniões, projetos para colocar em prática e prazos a serem cumpridos são características típicas de um empreendedor. No entanto, especialistas alertam para um fator essencial, que não deve ser dispensado na vida de qualquer profissional: o equilíbrio. Segundo a seção “Papo de Empreendedor”, do site da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a primeira coisa a fazer é dizer não ao trabalho nas sextas-feiras:
“Se a pessoa não for as sextas-feiras de folga e não notar nenhuma mudança na produtividade ou nos projetos da empresa, existe algum motivo real para continuar trabalhando nesse dia? Dizer não, nesse caso, significa mais tempo livre para dedicar-se a interesses pessoais”, traz a mensagem no site.

A escritora Elaine St. James vai além. Em seu livro “Simplify Your Life” (“Simplifique a Sua Vida”), ela defende que o equilíbrio está exatamente em ter consciência de suas prioridades na empresa. Segundo a autora, é preciso dedicar seu tempo às atividades que lhe são realmente mais relevantes no negócio e deixar outras ações a cargo dos demais funcionários. É o que comumente chamamos de delegar funções.
Além do “não”, o Papo de Empreendedor atenta para questões como realizar trabalhos voluntários e se dedicar mais à família. A explicação é simples: se tais atividades não dão lucro à empresa, a sensação de bem-estar é um retorno maior e mais motivador:             “Liste suas atividades diárias e depois confira se você está usando seu tempo da melhor forma, o que inclui fazer uso de criatividade, talento, conhecimento e experiência. Ter uma visão do negócio, planejá-lo e executá-lo de acordo com metas traçadas ajuda a equilibrar sua própria vida.”

Comércio eletrônico cresceu 27% no primeiro semestre

ecommerce11Desde a entrada no Brasil do comércio eletrônico, há 13 anos, crescem cada vez mais as compras pela internet. Em 2008, o e-commerce teve crescimento de 39%, em comparação ao ano anterior. De acordo com uma pesquisa feita pelo e-bit informações, o comércio eletrônico no Brasil cresceu 27% no primeiro semestre deste ano, em relação ao primeiro semestre de 2008. Nesses seis meses, o setor faturou R$ 4,8 bilhões. A previsão para esse ano é de R$ 10 bilhões, ou 22 % a mais que em 2008.

Confira as tabelas abaixo:

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

e-Consumidores

1.1

2.0

2.6

3.4

4.8

7.0

9.5

13.2

Crescimento.%

-

81%

30%

31%

41%

46%

36%

39%

Lucro por ano

ANO FATURAMENTO Variação
2009 (previsão)

R$ 10 bilhões

22%

2008

R$ 8.20 bilhões

30%

2007

R$ 6.30 bilhões

43%

2006

R$  4,40 bilhões

76%

2005

R$  2.50 bilhões

43%

2004

R$  1.75 bilhão

48%

2003

R$  1.18 bilhão

39%

2002

R$   0,85 bilhão

55%

2001

R$   0,54 bilhão

-

‘Pensódromo’ ajuda a aumentar a produtividade dos funcionários

o-pensador1De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, uma pessoa, quando interrompida, demora pelo menos 25 minutos para recuperar a concentração. Para combater o problema, a Pieracciani, consultoria especializada em gestão de inovação, criou o “pensódromo”, espaço onde é possível trabalhar sem ser interrompido. A produtividade aumentou 35%.

Valter Pieracciani, sócio-diretor da empresa, disse, em entrevista à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que a iniciativa de montar o ambiente surgiu da necessidade de silêncio.

“A sala principal da empresa não tem divisória, porque é importante haver integração. Mas o barulho estava atrapalhando os consultores, principalmente os responsáveis por áreas criativas. Era preciso ter um outro lugar que permitisse o equilíbrio entre estudo, pesquisa e reflexão”, explica.

O “pensódromo” é ventilado e amplo. As poltronas e cadeiras são confortáveis. É proibido o uso de telefone, e a internet só está liberada para consulta. Em funcionamento há um ano, o local teve sua criação amplamente apoiada pela equipe, composta por 30 pessoas.

Confira os itens para montar um ‘pensódromo’ na sua empresa:

· Escolha uma sala ampla e arejada
· Coloque uma mesa de reunião ou mesas menores
· Opte por cadeiras e poltronas confortáveis
· Se possível, as paredes devem ser pintadas com cores claras
· O uso de celular ou telefone deve ser proibido, assim como as conversas paralelas
· Estabeleça um número máximo de usuários por vez
· Libere a internet apenas para pesquisas
· Antes de autorizar música ambiente, peça opinião aos funcionários. Na Pieracciani, por exemplo, a maioria preferiu o silêncio total.
· Lembre-se que o espaço deve ser criativo e não recreativo. Máquinas de jogos, lanchinhos e sofás contribuem para que os funcionários relaxem além da conta.

Guilherme Gomide: “Com a internet, são 24 horas de possibilidades de negócios”

guilherme-gomide-62979O Brasil lidera o mercado latino-americano tanto em desenvolvimento quanto em volume de investimento no meio digital. É o que garante Guilherme Gomide, presidente da Mídia Digital. Mas ele alerta que, mesmo na liderança, a estimativa de investimento nacional no meio internet ainda é baixo, se comparado a países como Estados Unidos, Reino Unido e Espanha.
Em sua entrevista para o blog do Seminário de Empreendedorismo do IEL-RJ, onde participará do Painel “Marketing Digital – estratégias interativas para conquistar novos consumidores”, Gomide fala ainda dos benefícios e desafios da interatividade para os empreendedores, citando exemplos de empresas que utilizaram o marketing digital de maneira inovadora, como Burger King, Tecnisa e Fiat. Segundo o presidente da Mídia Digital, é preciso estar preparado, pois com a internet são 24 horas por dia de possibilidades de negócios.

No Seminário  de Empreendedorismo da Firjan,  você vai abordar as ações possíveis no mercado digital para facilitar a ação do empreendedores. Quais são essas ações?
Gomide – A internet é o segundo maior meio de comunicação de massa no Brasil. Mas, em termos de ROI [return on investment = retorno do investimento] e capacidade de mensuração é, sem dúvida, o principal. Por isso, vou abordar como dimensionar o investimento para as campanhas de comunicação e a influência do meio digital na decisão de compra ou na contratação de um serviço.
Isso é muito importante, porque, atualmente, não há mais barreiras entre On e Off e nem mesmo horário nobre. São 24 horas de possibilidades de negócios. Por isso, é importante estar sempre preparado.

Quais são os benefícios dessa era da interatividade para os empreendedores?
Gomide - Os principais benefícios são a alta capacidade de aferição de resultados e a agilidade em manobrar as campanhas para buscar os melhores resultados. O meio da internet é o mais completo, pois estabelece uma linha de comunicação direta entre o anunciante e o consumidor. Voz, texto e imagem em um mesmo ambiente. Os pontos de contato se multiplicaram, e o consumidor buscará aquele que tiver maior afinidade.
E quais são os desafios que eles podem enfrentar?
Gomide - Um dos principais desafios é a mudança de cultura. Em um ambiente analógico há poucas possibilidades de diálogo com o consumidor.  Ainda há muitos empresários que acreditam que os formatos de mídia tradicionais são os que funcionam melhor. Estes meios tradicionais continuam sendo importantes, mas é preciso entender que os consumidores, ao serem impactados por uma mídia, buscam o ponto de pesquisa e contato com a marca ou produto, na maioria das vezes, na internet.
Há também o desafio de métricas. A empresa precisa estar preparada para atribuir valor a cada ponto de contato com o consumidor. Precisa monetizar os tipos de leads gerados e definir ou redefinir seu KPIs [key performance indicators = indicadores-chave de desempenho].
Outro ponto importante é o fato de as pessoas acreditarem cada vez mais em pessoas, e a voz do consumidor toma mais força. Antes de realizar uma compra, ele avalia a opinião de outros que já compraram. Além disso, a internet traz uma infinidade de informações sobre a marca, produto ou serviço em questão. Por isso, monitorar aquilo que está sendo dito na Internet é fundamental para antecipar demandas, gerenciar crises e identificar oportunidades.

Como podemos descrever o marketing digital atualmente?
Gomide – O marketing digital não pode ser considerado apenas uma forma de publicidade na internet. Realizar um marketing em meios digitais significa oferecer meios de interação entre marca versus consumidor em diversas plataformas, como internet, celular, TV, totem interativo, etc. Os maiores diferenciais são a possibilidade de comunicação de duas vias, a capacidade de aferição de resultados e a abertura de espaço para observação de comportamento dos consumidores.

Quais são as empresas que realizam esse novo tipo de marketing de maneira eficiente?
Gomide – Podemos listar alguns bons exemplos, como Amazon, Apple, Tecnisa, Zappos, Microsoft, Nike, Burger King e Fiat.

E quais são os principais cases de sucesso na área?
Gomide – O Whopper Sacrifice, do Burger King; a venda de um apartamento pela Tecnisa via Twitter; o Ecodrive, da Fiat; além da Zappos, que colocou seus funcionários como representantes da empresa, e do Barack Obama, nas últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

A era da interatividade veio ajudar ou massificar a inovação?
Gomide - É um ciclo, quanto mais interatividade, mais informação; quanto mais informação, maior será a inovação. A era da interatividade chegou pela popularização da tecnologia. Este é um caminho sem volta.

Quais são as principais ações que a Mídia Digital exerce para seus clientes? Existe alguma estratégia online que seja comum a todas?
Gomide – O ponto em comum é o foco em resultados. O que muda é justamente o “resultado”. Há campanhas puramente de branding e outras com foco total em venda (conversão). A Mídia Digital tem em seu DNA o foco em campanhas de performance, mas não é só isto. Há ações que envolvem frentes below-the-line, comunicação de impacto, awareness, relacionamento, buzz marketing, etc.
Nossas principais atividades são: criação e planejamento estratégico de projetos em plataformas digitais; planejamento e gestão de mídia online; planejamento e gestão de ações em redes sociais; campanhas de performance, prioritariamente de links patrocinados; consultoria em webanalytics; business intelligence; arquitetura de informação e análise de usabilidade de interfaces digitais; desenvolvimento de aplicativos para iPhone e engenharia de sistemas.
Qual foi a empresa mais desafiadora ou que deu mais trabalho para aceitar e incorporar essas novas tendências do mundo digital?
Gomide – Fomos privilegiados com nossos clientes. Não houve grande resistência sobre os conceitos apresentados em nossas propostas. O que ocorre eventualmente são processos internos de alguns clientes que podem dificultar a implementação. Porém, como a origem da Mídia Digital foi em desenvolvimento de tecnologia, temos o know-how necessário para adaptar as soluções às realidades dos clientes. Neste processo, a sintonia entre as partes, cliente e agência, é fundamental.


Qual é a comparação que você pode fazer entre o marketing digital no Brasil e em outros países da América Latina? O Brasil está mais avançado?

Gomide – Sim. O Brasil lidera o mercado latino-americano, tanto em desenvolvimento quanto em volume de investimento no meio digital. Esse mercado ainda tem muito a crescer, e isto significa maior possibilidade de negócios tanto para anunciantes quanto para veículos e agências.
O Brasil é líder, mas a estimativa de investimento no meio internet ainda é baixo, se comparado a países como Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, por exemplo. O share de investimento sugerido como ideal para o meio digital fica entre 10% e 15% do budget de marketing. Porém, no Brasil, pouquíssimas empresas já adotaram esta filosofia.
Quais são as ações mais interessantes que você poderia listar de marcas e empresas estrangeiras que poderiam servir de exemplo para os brasileiros?
As ações da KLM no Facebook, Whopper Virgins do Burger King, que viajou mais de 32 mil km para apresentar um de seus hambúrgueres para pessoas que nunca ouviram falar nele, e do Fiat Mio, primeiro carro feito em creative commons.