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Por Cláudia Valls
O Google lançou na última segunda feira, dia 8, um mecanismo novo e ainda em fase de experiência que permite que seus usuários acessem bancos de dados públicos e transformem os subsídios coletados em gráficos de visualização sofisticados. Chamado de Google Public Data Explorer, o serviço é uma ferramenta que oferece métricas globais de áreas como educação, trabalho, economia etc.
A empresa já proporcionava a consulta das informações contidas em 13 bancos de dados públicos e disponibilizou as pesquisas mais procuradas. A maior parte ainda se concentra em assuntos que dizem respeito aos Estados Unidos, mas há, entretanto, estudos dos relatórios do Banco Mundial e da OECD (Organization for Economic Co-operation and Development), o que possibilita análises mais abrangentes. Para estabelecerem quais seriam os tópicos de maior demanda, a companhia usou critérios parecidos aos usados no Google Trends e no Google Insights, ou seja, analisou bilhões de perguntas a respeito de assuntos diversos e as filtrou, excluindo spams e repetições.

Além do Banco Mundial e da OECD, a corporação contou com os dados fornecidos por outros bancos de dados, como U.S. Bureau of Labor Statistics, U.S. Census Bureau, Organization for Economic Co-Operation and Development, the California Department of Education, Eurostat, U.S. Center for Disease Control e U.S. Bureau of Economic Analysis. Aqui estão alguns exemplos das pesquisas proporcionadas pelo Google Public Data Explorer:
1. Lista de escolas boas e ruins
2. Desemprego
3. População
4. Impostos sobre vendas
5. Salários
6. Taxas de câmbio
7. Estatísticas criminais
8. Estatísticas de saúde (condições de saúde)
9. Estatísticas de Desastres
10. Produto Interno Bruto (PIB)
12. Nível de Pobreza
13. O preço do petróleo
14. Salário mínimo
15. Índice de preços, a inflação
16. Mortalidade
17. Custo de vida
18. Resultados eleitorais
19. Nomes próprios
20. Acidentes, infrações de trânsito.
Fontes: InformationWeek.com, PC Magazine, CNet.com e The Official Google Blog
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March 08
Escrito por: admin
0 comentário(s)Por Cláudia Valls
A edição do World Mobile Congress de 2010, em Barcelona, organizada pela GSM Association (Global System for Mobile), contou com quase 50 mil visitantes oriundos de 200 países. O congresso, além de mostrar o que há de mais moderno em matéria de smartphones, também discutiu o faturamento de todos os negócios relacionados à telefonia móvel e as expectativas futuras do mercado.
Alguns dados dão a dimensão do mercado de telefonia móvel mundial:
• O gasto com equipamentos e serviços ultrapassou U$ 1 trilhão pela primeira vez em 2009. Toda a cadeia de fornecimento de internet sem cabo acumulou U$ 900 bilhões de receita. Ao adicionarmos U$ 110 bilhões consumidos em aparelhos wireless e acessórios de ponta, o valor total gasto somaria U$1.01 trilhões.
• A demanda de celulares deve crescer para 1,28 bilhões de unidades. Em 2009, a mesma demanda foi de 1,14 bilhões de unidades.
• É esperada uma demanda de 246,9 milhões de smartphones – 12,1% a mais do que no ano passado.
• A Apple continua prevalecendo na indústria, pois é quem detém o maior fluxo de negócios.
• O Google está atraindo o mercado de smartphones, apesar de continuar em 2º lugar, atrás da Apple. Aproximadamente 30% de todos os modelos apresentados usam ou podem usar o Android como sistema operacional – o triplo de 2009.
• Esperam-se que mais de 20 smartphones OEMs (Original Equipment Manufacturer) usem a plataforma do Google.
• O número de celulares equipados com GPS deve crescer 28% em 2010, chegando a 376 milhões de unidades.
• Esse percentual deverá crescer para 33% em 2011.
• Com a rápida queda do preço médio dos smartphones, os aparelhos alcançarão a uma demanda maior, o que, provavelmente, acabará por causar problemas no tráfego entre as operadoras.
Nos anos 90, o engenheiro de redes Bob Metcalf previu que a explosão de vendas de PCs faria as redes fixas entrarem em colapso por ausência de infraestrutura, ou seja, não dariam conta da demanda por banda. A mesma teoria, agora, preocupa a indústria de mobile. E há motivos de sobra. Logo no dia de abertura do congresso, muitos dos exibidores reclamavam de problemas de conexão com a internet, mesmo com o uso de cabos. O mesmo aconteceu com os jornalistas presentes ao evento, que contavam com que as conexões wifi não os deixassem na mão. Não deram sorte, pois a conexão ora falhava, ora era demasiadamente lenta. Os problemas ocorriam ao mesmo tempo em que se discutia a nova LTE (Long Term Evolution), tecnologia que também é conhecida como 4G.
A verdade é que o surgimento desses aparelhos superpotentes e sua adesão por grande parte dos consumidores já está esgotando as redes móveis em algumas regiões do planeta. Pesquisa da empresa de consultoria Bernstein Research aponta que, no final de 2009, já existiam 312 milhões de smartphones e 273 megabytes (MB) consumidos mensalmente. Esses números revelam um crescimento de 158% no consumo de dados em relação ao ano anterior.
E esse crescimento tende a aumentar, afirmam especialistas, que acreditam que há duas formas de se lidar com o problema. Uma delas seria cobrar uma taxa dos sites mais acessados, como o Google, por exemplo. A outra maneira seria fazer o consumidor pagar pelo volume de dados que acessa ou “baixa” em seu aparelho. Seja como for, alguém terá de pagar a conta da evolução da internet e suas novas tecnologias.

novos smartphones
Fontes: Revista Época, Portal Terra, PCMag, Mobile World Congress e StreetInsider.com
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Por Cláudia Valls

No próximo domingo, dia 7, espectadores de todo o mundo poderão assistir, ao vivo, a 82ª entrega dos Oscars, prêmio concedido pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas), em Hollywood. E, em tempos de web 2.0 e redes sociais, a premiação não poderia ficar de fora: acaba de lançar um aplicativo, gratuito, para iPhones e Ipods Touch. Seus usuários poderão acessar traillers dos 10 concorrentes ao Oscar de melhor filme, a lista das 24 categorias principais (produção, diretor, ator, atriz, filme estrangeiro, trilha sonora etc.), adivinharem quais serão os laureados e receberem os resultados em tempo real.
Os palpites dos usuários serão arquivados em uma base de dados que permite que sejam compartilhados com amigos através de redes sociais como Facebook e Twitter, assim como via email ou SMS. De acordo com Janet Weiss, Diretora de Marketing da Academia, essa é uma forma de fazer com que os fãs participem ativamente de uma das festas mais exclusivas do showbizz.
Outro aplicativo que está fazendo sucesso é o Vanity Fair Hollywood, igualmente gratuito. Da mesma forma que o aplicativo da Academia, esse app, que pertence à revista Vanity Fair, também possibilita aos seus usuários acesso aos trailler das produções, bem como passearem pelas galerias de fotos, fazerem comentários e previsões durante a cerimônia de entrega dos prêmios via mídias sociais.

Vejam outras opções que os proprietários de iPhones e iPods têm para se divertir durante o final de semana:
The Envelope (gratuito) – o usuário pode tentar prever os vencedores e dividir suas previsões com seus amigos.
Awards: Oscar Edition (U$0.99) – permite a pesquisa de nomeados e vencedores de todas as categorias rapidamente, assim como histórias pitorescas da festa e as últimas informações da cerimônia e seus resultados.
The Adademy Awards Bible (U$2.99) – este aplicativo lista todos os 850 vencedores do Oscar, organizados por nome, título, categoria etc. É uma verdadeira enciclopédia móvel para os fãs de cinema.
Oscar Pool 2010 (U$0.99) – com este app, o consumidor pode convidar seus amigos para apostar em quem ganhará cada estatueta. Também cria perfis e adiciona fotos, entre outras propriedades.
Red Carpet (U$2.99)- esse aplicativo permite que seu usuário concorra a um prêmio de U$1 milhão se conseguir acertar todos os vencedores nas 24 categorias. Todos os palpites devem ser enviados até o meio dia (hora local – costa oeste) de domingo. Caso haja mais do que um vencedor, o prêmio será dividido.
Fontes: The New York Times, TUAW, The Academy of Motion Picture Arts and Sciences
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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, resolvemos oferecer as mulheres um presente especial: uma oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre o mercado digital com um desconto de 50% em nosso próximo treinamento. O tema do curso não poderia ser mais atual. Com professores atuantes no mercado, faremos, no próximo dia 9 de abril, o curso “Como trabalhar sua marca nas redes sociais” , no Rio de Janeiro.
O desconto é válido para as inscrições feitas em nosso site até segunda-feira, dia 8 de março de 2010.*
Veja aqui informações completas sobre o programa do treinamento.
Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia.
*Para obter o desconto é necessário efetuar o pagamento até quarta-feira, dia 10 de março de 2010.
Arquivos em: Marketing Digital* Métricas e Indicadores* Social Media
O poder da internet na disseminação de conteúdos e opiniões sobre marcas e produtos tem assustado muitas empresas que, sem saber como atuar no setor, têm evitado se expôr nas redes sociais. Acontece que, mesmo sem entrar de forma ativa em redes como Twitter, orkut, Facebook ou até mesmo blogs, as marcas já estão sendo expostas por consumidores e formadores de opinião.
Para ajudar as empresas a compreender as recentes transformações do marketing na internet e alinhar o pensamento de seus profissionais com as mais bem sucedidas práticas do setor, o iDigo está preparando mais uma edição do curso “Como trabalhar sua marca nas redes sociais“.
O curso conta com profissionais com bastante experiência na área, como Fábio Seixas, Sócio-Fundador da loja virtual Camiseteria, Robert Rodrigues, ex-Gerente de Mídias Sociais da agência Frog e atualmente Diretor de Inovação da Neo Contact, e Guilherme Rios, Gestor de projetos a agência E.Life, empresa líder no monitoramento e análise de mídias sociais na América Latina. Com apresentação de cases de sucesso no Brasil e no exterior, o programa se divide em 4 módulos (num total de 8 horas/aula) para ampliar a visão dos profissionais e prepará-los para encarar os desafios na web 2.0:
1) Comportamento do consumidor nas redes
2) Comunicação corporativa nas redes
3) Planejamento das ações
4) Como mensurar resultados
O curso ocorrerá dia 9 de abril, no Rio de Janeiro. Faça sua inscrição e garanta já a sua vaga.
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Por Cláudia Valls

O panorama da Internet da China – buscares, marketing digital, mobile marketing, serviços como e-mail e e-commerce – pode mudar drasticamente se o Google realmente se retirar do mercado chinês. O casamento entre o país e a corporação está em crise há tempos. O ato de Eric Schmidt, CEO da companhia, de demitir-se, oferecendo a ferramenta de busca (censurada) Google.cn para o mercado chinês tem sido interpretado por idealistas como a coisa certa a fazer. Mas, antes de tudo, pode se tratar de uma decisão empresarial.
Apesar de a quota de mercado do Google (GOOG – notícia – gente) ter subido de 15% em meados de 2006 para 31% hoje, a empresa esperava uma participação maior. Kai-Fu Lee, ex-presidente do Google China, disse em 2006 que o portal não só queria ter um produto que pudesse competir com o Baidu, o líder de busca local, mas um de qualidade superior. E isso não aconteceu. O Baidu só tem aumentado a sua parte de mercado, passando de 47% em meados de 2006 para 64% hoje. O Baidu é o maior rival do Google e quase certamente irá absorver mais usuários se Google.cn não for mais uma opção, podendo se tornar demasiadamente forte e, como conseqüência, menos incentivado para se inovar. E páginas como a chinesa QQ Tencent se aproveitariam dessa “inércia” para também poderem aumentar seu tamanho.
A impressão dos especialistas é a que o Google está desistindo agora por perceber que não há maneira de se ganhar a corrida, ou seja, não se trata de uma decisão contra a política censora chinesa. Afinal de contas, Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do portal, já cruzaram a linha em 2006 ao concordarem a sujeitar à censura seu novo Google.cn. Não que tivessem escolhas. Todas as empresas que fazem negócios na China seguem as mesmas regras da política chinesa. E, sim, os resultados de busca do Baidu também são censurados.
Enquanto o Google se atrapalhou com seu buscador chinês (de qualidade inferior), inicialmente lançado em 2000, o Baidu agarrou a liderança na China e a manteve. Introduziu, por exemplo, serviços orientados para a comunidade, incluindo quadros de avisos – um serviço que o ex-presidente do Google China, Kai-Fu Lee, julgou como não tendo nada a ver com busca. O Baidu também oferece mensagens instantâneas, um sucesso entre os internautas chineses. O QQ Tencent também é o queridinho da comunidade publicutária da China. Todos os tipos de comerciantes, desde vendedores de carros até doceiros, têm parceria com o Tencent para criar campanhas digitais, atraindo dezenas de milhões de consumidores chineses.
E ainda existem oportunidades em outras áreas, incluindo mobile, e-mail e e-commerce, disse um outro perito. “O Google não é apenas uma ferramenta de busca, ou uma opção de e-mail. A possível saída do Google da China se transformará em uma gigantesca abertura em todas as direções.”
É a opinião geral que o Baidu não arrebanhará todos os fãs chineses do Google. A ausência do Google “deixa muito mais espaço do que as pessoas pensam”, disse, em Pequim, Quinn Taw, parceiro da empresa no Mustang Ventures, que ocupou altos cargos na Mindshare e Zenith Media, na China.”As pessoas acreditam que tudo vai ir para o Baidu, mas os chineses que utilizam o Google.cn são usuários mais qualificados. Eles são sofisticados, trabalhadores de colarinho branco, que querem uma boa experiência, especialmente se estão fazendo buscas em inglês. Eles não vão voltar para o Baidu se não puderem mais usar o Google. Vão experimentar outros mecanismos de pesquisa “, disse Taw.
Já na opinião de Dick Wei, vice-presidente de pesquisa de ações do JP Morgan em Hong Kong, o QQ.com Tecent é “o mais provável de se tornar um concorrente para o Baidu no futuro.” pois o site já é o mais popular da China, atraindo 133,8 milhões de visitantes únicos em agosto de 2009, de acordo com a eMarketer, pouco mais de 130,9 milhões de Baidu.
Dois sites estrangeiros podem se beneficiar com todas essas possibilidades: o Yahoo e a Microsoft, que lançou uma versão em chinês do Bing ano passado. O site chinês do Yahoo é operado pela Alibaba Group, um provedor de e-commerce poderoso. A Alibaba retirou o Yahoo do mercado de pesquisa no continente, mas se o Google realmente sair, pode reconsiderar a idéia e recolocar o buscador de volta na China”, disse TR Harrington, co-fundador e CEO da Darwin Marketing em Xangai.
O Bing, por outro lado, tem mais a ganhar, uma vez que está começando na China, justamente quando os usuários começam a procurar alternativas ao Google. De acordo com a comScore, a Microsoft detinha 5% do mercado da China em serch engines em novembro de 2009, em comparação aos 14% do Google e aos 62% do Baidu. O Bing é o “azarão” que beneficiaria se o Google desistir da China”, disse Taw.
Ao contrário do Google, que já gozava de certa notoriedade quando entrou na China, a plataforma do Bing é praticamente desconhecida no país. Mas a empresa baseada em Seattle já demonstrou forte interesse no marketing chinês, algo que o Google não fez, e os peritos locais insistem que foi um dos impedimentos do crescimento da empresa americana.
Outra demonstração das intenções de o Google abandonar a China foi o cancelamento do evento que lançaria o seu celular Android no país. Fontes afirmam que Beijing foi cortada da lista por conta da disputa com o governo. Entretanto, a empresa nega que cidade estivesse na programação, o que é difícil de se acreditar se levarmos em conta o mercado mundial de telefonia móvel conta com mais de 738 milhões de assinantes (dados de novembro de 2009). Tanto a Motorola quanto a Samsung Corp tinham planos para iniciar os celulares Google-powered através da China Unicom, em 20 de janeiro. E as vendas de smartphones estão disparando, seguindo o de serviços 3G via três prestadores de telecomunicações chineses no ano passado. A Nokia está lançando modelos 3G, o BlackBerry agora tem distribuição China, e o iPhone, da Apple, começou a ser vendido legalmente no ano passado, após anos de importações através mercado negro.
Mas, como em todo casamento que se preze, há sempre desmentidos sobre um possível divórcio. Aparentemente, o Google continua a contratar funcionários nos setores de vendas, desenvolvimento de negócios e pesquisa & desenvolvimento, em Pequim, Xangai e Guangzhou, numa demonstração que a separação não faz parte dos planos imediatos.
Fontes: Advertising Age , Forbes.com, Tickerspy.com, G1 e IDG Now!
Arquivos em: Social Media
Por Cláudia Valls

Há duas semanas, a Apple retirou da sua App Store mais de 5.000 aplicativos de conteúdo sensual ou erótico oferecidos aos usuários de iPhones, Ipods Touch e Ipads. De acordo com a assessora de imprensa da companhia, Trudy Muller, a nova política da empresa corresponde às inúmeras reclamações recebidas por parte de usuários que se sentiram ofendidos com o material contido em vários apps – mulheres que achavam as imagens femininas degradantes e pais que se preocupam com o que seus filhos tinham acesso.
Não é se espantar que a corporação tenha se rendido às pressões de seus consumidores em um país onde um esportista tem de vir a público se desculpar por seus casos extra-conjugais. Sexo, erotismo e pornografia sempre foram um problema nos Estados Unidos.
Em junho passado, a Apple instalou um “parental control”, em que indicava o grau de erotismo dos aplicativos. Mas o volume desses apps era tão grande (mais de 5% dos estimados 140 mil aplicativos disponíveis para download) que a medida não foi suficiente. As novas normas proíbem imagens de mulheres de biquíni ou lingerie, imagens de homens de sunga ou similar, silhuetas que indiquem que o aplicativo contém material erótico, qualquer tipo de conotação sexual, material que possam provocar excitação sexual e exibição de pele(?).
Entre as “vítimas” removidas do menu da App Store estão o SlideHer, um quebra-cabeça onde o usuário é desafiado a montar a foto de uma atriz em trajes sumários. Outra foi a Sexy Scratch Off, mostra uma mulher cujo vestido poderia ser “apagado” passando-se o dedo na tela, revelando sua lingerie. Tais programas sempre apareceram como os mais baixados. Muitas empresas desenvolvedoras de tais aplicativos reclamam das “decisões arbitrárias” da Apple. Fred Clarke, co-presidente da companhia On The Go Girls, dona da Scratch Off, declarou que todos os seus 50 aplicativos foram removidos da App Store. Clarke argumenta que sua empresa faturava milhares com os downloads e que, agora, estão sem receber nada. Uma saída para seu caso seria, em sua opinião, continuar a desenvolver seus apps para outras plataformas, como a Android, da Google.

Curiosamente, os aplicativos da Playboy e da Sports Illustrated passaram pelo crivo censor da empresa de Steve Jobs e escaparam do expurgo. A explicação veio de Phill Schiller, vice-presidente da Apple:
“A diferença é que são empresas conhecidas com material publicado em formato de grande aceitação”.
Fontes: nytimes.com, Afterdawn.com, PC World e G1.com
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February 24
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Os voluntários que participaram do quarto estudo “Future of Internet” (895 pessoas, sendo 371 experts e 524 usuários indicados por esses experts), conduzido pela Pew Internet & American Life e pela Imagining the Internet Center, pertencente a Elon University, responderam à seguinte pergunta: “Is Google making us stupid?” (O Google está nos tornando burros?).
A investigação foi motivada pelo artigo escrito pelo Analista de Tecnologia Nicholas Carr e que foi capa da revista Atlantic Monthly, em julho de 2008. Em sua crônica, Carr dizia, entre outras coisas, que não pensava mais do mesmo jeito de antes do advento da internet porque passou a ler superficialmente várias matérias publicadas na web. Anteriormente, ele era um leitor mais atento ao conteúdo das obras e se aprofundava nas questões que essas levantavam.
“O tipo de leitura profunda que uma sequência de páginas impressas promove não é importante apenas para o conhecimento que adquirimos a partir da escrita do autor, mas sim para as vibrações intelectuais que aquelas palavras introduziram em nossas próprias mentes”, escreveu Carr.
Em contraponto, Jamais Cascio, um afiliado do “Institute for the Future” (Instituto para o Futuro) e professor sênior no Institute for Ethics and Emerging Technologies, escreveu outro artigo para a mesma revista em que indagava se o Google estava nos tornando mais inteligentes. Ele alegava que, enquanto a proliferação de novas tecnologias e mídias pode constituir um desafio à capacidade de concentração dos indivíduos, há evidências de que “estamos desenvolvendo uma inteligência fluida, uma habilidade de encontrar significado em meio ao caos e resolver novos problemas, independente do conhecimento adquirido” E completou que espera que os tecnólogos produzam ferramentas que ajudem às pessoas a acharem e acessarem informações de forma mais inteligente.
O estudo indicou que 76% do total de todos os entrevistados e 81% dos experts crêem que o Google nos torna mais inteligentes. A inteligência será reforçada com a facilidade de acesso à informação e tornarão as pessoas mais espertas e farão escolhas melhores. Mesmo com resultados tão eloqüentes, Nicholas Carr afirmou que continua a pensar da mesma forma. Em contrapartida, Hal Varian, economista-chefe da Google declarou: “O Google vai tornar-nos mais informados. A pessoa mais inteligente do mundo pode muito bem estar atrás de um arado na China ou na Índia. Fornecer acesso universal à informação permitirá que essas pessoas atinjam seu pleno potencial, proporcionando benefícios para todo o mundo.”
Fontes: idgnow! e
PewResearchCenter
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Por Cláudia Valls

Logo após o anúncio da implementação do Google Buzz, a nova rede social lançada pela gigante da internet, a companhia anunciou que planeja construir e testar uma fibra ótica bem mais rápida do que as conhecidas até agora. A empresa promete um Gigabite por segundo – um aumento de 100% de velocidade em relação aos serviços de internet a cabo já existente. Os testes começarão nos próximos meses, em algumas cidades americanas a serem escolhidas. Tudo por um custo bem abaixo do o que é cobrado atualmente pelos grandes provedores. Além de um avanço tecnológico, foi uma jogada política.
Representantes da empresa dizem que a meta do Google é verificar o que os desenvolvedores de programas e os internautas são capazes de fazer com uma internet de altíssima velocidade. Ou seja, quais novos aplicativos serão criados e como os usuários se comportarão com a abertura de informações que uma rede deste porte proporciona. E acrescentam que querem provar ao público e aos órgãos reguladores da internet, especialmente o FCC (Federal Communications Commission, uma agência independente americana que regula todos os tipos de comunicação) que as chamadas “bandas largas” não são tão velozes como apregoam. Isso significa que os maiores provedores americanos, como as concorrentes AT&T e Verizon, serão forçados a oferecer serviços mais baratos, mais velozes, além de aderirem aos princípios de neutralidade das redes virtuais. Esse era, na verdade, o objetivo maior do Google.
A política proposta pela Net Neutrality impede que os provedores de acesso à internet (ISP, Internet Service Provider, em inglês) discriminem qualquer tentativa de bloqueio ao livre trânsito de informações na web. Esta deve ser uma plataforma aberta, onde não é preciso comprar outros serviços, como TV a cabo ou telefone, para se ter acesso à internet de alta velocidade. A internet aberta é uma tecnologia onde qualquer um, inclusive o Google, pode produzir novas ferramentas e serviços. Entretanto, nenhuma companhia é dona da internet. O debate a respeito dessa política arrasta-se há anos, envolvendo provedores, grupos de advogados que defendem os consumidores, companhias de internet, como o próprio Google e representantes oficiais do governo americano.
As novas regras significam uma vantagem expressiva para os consumidores. Os “serviços casados” que os provedores têm, por hábito, oferecido aos usuários, beneficiam enormemente as grandes empresas e geram um grande prejuízo para as pequenas companhias, com capital limitado. Essas novas normas proporcionarão aos internautas acesso irrestrito ao conteúdo e às informações que desejarem, o que nem sempre é um fornecido pelas grandes corporações.
Fontes: Switched.com, wired.com e PCWorld.com
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Por Cláudia Valls

A Microsoft e a Yahoo receberam o sinal verde para unirem suas forças e formarem um mecanismo de busca que pretende promover mais escolhas, maiores valores e uma grande inovação tanto para os usuários quanto para os publicitários e anunciantes. As empresas dependiam da aprovação do Departamento de Justiça Americano, no que tange a legislação antitrust e da Comissão Européia, que aprovaram a junção sem restrições.
A aliança, anunciada no último verão (do hemisfério norte), tem como objetivo cortar custos e aumentar a receita de ambas companhias, que lutam para abocanhar uma fatia do mercado do gigante Google, que mantém aproximadamente 70% do mercado norte-americano, o que significa bilhões de dólares em links patrocinados. Juntas, as empresas controlam os 30% restantes e brigam para invadir a aparente liderança do Google. O acordo prevê que o Bing fornecerá os links para cada busca do Yahoo, liberando esta das despesas de funcionamento da enorme “web spidering” e da indexação de centros de computação. Em troca, a Yahoo assumirá os esforços de busca de publicidade para a Microsoft e pagará uma fatia da receita de anúncios de busca da própria Yahoo para a Microsoft.
O império da Yahoo começou a minguar nos últimos anos, e seu mecanismo de busca foi sendo cada vez menos utilizado. A Microsoft, então, tentou comprar a rival por U$ 45 bilhões, mas o CEO e fundador da Yahoo, Jerry Yang, rejeitou a oferta. Os esforços de conseguir um “search engine” eficiente se mostravam infrutíferos até que a empresa de Bill Gates lançou o Bing, em julho passado, que provou ser um concorrente robusto e inovador. Agora, a plataforma de anúncios combinados pode significar dinheiro real para ambas as empresas, uma vez que permite colocar anúncios publicitários nas duas redes, tornando-os mais atraentes para os anunciantes que podem gerir uma campanha publicitária em uma nova plataforma (além de outra no Google, claro).
As companhias disseram que planejam concluir a integração até o final do ano, pelo menos nos Estados Unidos. Eles planejam conquistar anunciantes e editores americanos antes da temporada de férias de 2010, apesar de que, talvez, tenham que esperar até 2011. Todos os clientes e parceiros do mundo inteiro passarão pela transição até o início de 2012, disseram representantes das duas corporações.
Fontes:InformationWeek.com, wired.com, cnet.com e BusinessWeek.com
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